segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A Região de Champanhe










Pupitres



Champagne

É a vinha mais setentrional de França. Clima de grandes contrastes, oceânico, recebendo influências continentais, e a humidade, mantida pela presença das florestas e bosques circundantes pretende atenuar as amplitudes térmicas.

O solo, de predominância calcária, (craies) está recoberto de uma mistura de argilo arenosa, frequentemente inferior a um metro.


Divide-se nos seguintes departamentos
La Marne – 20 000 ha
Aube – 5 000 ha
Aisne – 2000 ha

Divide-se ainda nas seguintes Sub-regiões
Montagne de Reims
Valée de la Marne
Côte de Blancs
As vinhas de Aube (Bar sur Seine e Bar sur Aube)
Sézannais

Castas

Pinot Meunier
Cerca de 45% do encepamento total
Menos nobre que a Pinot Noir, mas menos exigente,produz vinhos que envelhecem rapidamente. É muito cultivada no Vale de la Marne e em Aube


Pinot Noir
Cerca de 30% do encepamento total
Cultivada sobretudo na montanha de Reims e em menos escala no Vale de la Marne. É frágil, dá força ao vinho, seiva e generosidade.


Chardonnay
Cerca de 25% do encepamento total
Atribui ao vinho frescura, leveza e finura

3 em 4 garrafas de Champagne são elaborados a partir de castas tintas, vinificadas em branco. Champagne é a única região em França onde um rosé pode ser obtido pela lotação dum vinho branco e tinto (desde que os dois tenham direito a AOC Champagne)

Escala de “Crus”

Os crus em Champagne são classificados segundo uma escala que vai actualmente de 80% a 100%, o que permite ajustar o preço da uva.

Em cada ano é fixado pelo CIVC (Comité Interprofissionnel du Vin de Champagne criado em Epernay em 1941 que regula toda a região em termos de vinho)o preço de compra das uvas, pago integralmente às comunidades classificadas em 100% - Grand Crus, descendo o preço gradualmente até aos 80%. As comunas classificadas entre 90% e 99% são Premier Cru


Appellations d’Origine Controlées
Champagne
Coteaux Champenois
Rose de Riceys


Eaux de Vie Regulamentaire
Eaux-de-Vie de vin de la Marne
Eaux-de-Vie de marc de Champagne ou marc de Champagne

Tipos de Champagne

Os tipos de Champagne caracterizam-se segundo o seu grau de açúcar. Embora existam designações comerciais como “Ultra Brut” por exemplo na casa Laurent Perrier, existem apenas 9 menções legais possíveis de colocar no rótulo com o objectivo de informar o consumidor sobre o teor em açúcares residuais no Champagne.

Brut Nature/ Pas Dose /Dosage Zero
Menos (-) de 3 gr/l de açúcar residual
Extra Brut
Entre 0 e 6 gr/lde açúcar residual
Brut
Menos (-) de 15 gr/l de açúcar residual
Extra Dry
De 12 a 20 gr/l de açúcar residual
Sec
De 17 a 35 gr/l de açúcar residual
Demi-Sec
De 33 a 50 gr/l de açúcar residual
Doux
+ de 50 gr/l de açúcar residual


Vinificação do Champagne

A vindima
A apanha das uvas acontece 100 dias após a flor. Tem lugar, dependendo dos anos, no fim de Setembro a meados de Outubro.
Desde 1978 ela é obrigatoriamente feita à mão (épluchage). Colhe-se separadamente cada uma das castas.

Transporte das Uvas
O transporte é efectuado com maior rapidez possível com o fim de evitar a coloração do sumo pelos pigmentos contidos na pele da uva e uma eventual oxidação.

Prensagem
Esta técnica vinícola de fazer um vinho branco com uvas tintas em Champagne remonta ao século XVII e está regulamentada por um decreto de 1986.
Uma prensa Champagnesa recebe 4000 Kg dando origem a um mosto de 26,66 hl ou seja 26 660 litros, com uma pressão suave e progressiva evitando a difusão de matéria corante.
A) A Cuvée ou 1ª prensagem = 2050 l (stockado em 10 “piéces”)
B) 1ª Taille ou 2ª prensagem = 410 l (2 “piéces”)
C) 2ª Taille ou 3ª prensagem = 206 l (1 piéce)
D) Rebeches ou 4ª prensagem = Marc de Champagne

Sulfitação e Decantação
Fermentação Alcoólica e Malo-Láctica
Preparação da Cuvée
De Janeiro a Março, lotação de cuvées de proveniências diversas e de anos diferentes, e para o caso dos datados (Millésimé) do mesmo ano. As cuvées especiais ou de prestígio são constittuidas pelos melhores vinhos e celebram um grande ano, um acontecimento marcante Nacional ou Internacional, estando a sua origem Eugéne Mercier que criou para Napoleão III a Reserva do Imperador numa garrafa de cristal, decorado com folhas e uma borboleta. O produto obtido é um vinho tranquilo.

Segunda (2ª) Fermentação
Incorporado numa cuba um licor à base de açúcar de cana e de leveduras chamado “Licor de Tirage”.
O Vinho é engarrafado e encapsuladas as garrafas e deitadas sobre umas traves (“sur lattes” – com as borras) em caves frescas escavadas na greda onde vai decorrer a 2ªfermentação dentro delas. Uma vez terminada a operação, as leveduras mortas formam um depósito na garrafa e o vinho, por legislação, permanece pelo menos durante nove meses em contacto com as borras.


Remuage
As garrafas são colocadas nas Pupitres, e inclinadas com o gargalo para baixo de forma a concentrar o depósito de leveduras no gargalo.
Diariamente durante seis semanas, as garrafas são rodadas ¼ ou 1/8 ao mesmo tempo inclinadas nas pupitres até estarem stockadas sur pointes, isto é, a cabeça dirigida para o solo.
Um bom e experiente “remueur” é capaz de rodar diariamente 50 000 garrafas dia, já substituídos por máquinas automáticas. Os “Pupimatic” (1971) reproduzem o gesto do remueur para 504 garrafas de uma vez, as “gyropalettes” (1973) para 204 garrafas.

Degorgement
Durante muito tempo a garrafa foi dégorgée “à la volée”. Munido de uma pinça ou descapsulador, o “dégorgeur” retirava a cápsula, e uma parte do gás aprisionado empurrava o depósito. Hoje em dia é mecanizada e utiliza-se o degorgement “à la glace”, inventado em 1890. A extremidade do gargalo é mergulhada numa solução refrigerante de glicol ou salmoura a menos de (-20ºC). Um pedaço de gelo aprisiona o depósito e retira-se a rolha provisória, eliminando o gelo que é ejectado sob pressão do gás carbónico contido no vinho.

Licor de Dosagem ou de Expedição
É adicionado antes do arrolhamento final constituído por uma mistura de vinho de Champagne (tranquilo) e açúcar, dando assim o teor em açúcar que se pretende para cada tipo e preenchendo quantidades eventualmente perdidas.

Muselet e Etiquetagem
O muselet é uma armadura em fio de ferro ou latão torcido que segura a rolha, tendo uma placa metálica embutida na cabeça da mesma, assegurando deste modo um fecho eficaz e impedindo o fio de cortar a cortiça.

Comercialização
Um Champagne não datado não pode ser comercializado antes de 12 meses após a “tirage”.
Um Champagne datado não pode ser comercializado antes de 3 anos após a vindima

A Borgonha














Borgonha

A vinha borgonhesa cobre cerca de 27 500 há. A sua descontinuidade explica-se pelo desaparecimento de vinhas no séc. XIX após o grande ataque da filoxera.
História

A viticultura da borgonhesa remonta ao séc II d.C.
É bem provável que os Celtas já cultivassem e vinha e produzissem vinho, muito antes da chegada dos Romanos.
A história da viticultura medieval da Borgonha reveste-se de grande significado na Europa.
A tradição monástica começou com doações: em 587 à abadia de San Benigno em Dijon, em 630 à abadia de Bèze, perto de Gevrey. Em 910 fundou-se Cluny, no Mâconnais.
Mediante a fundação em 1098 da ordem de Cister em Citeaux, perto de Nuits- St.-Georges, fomentou-se sistematicamente a cultura vitícola monástica.
O Clos do Vougeot serviu aos monges para a exploração dos diversos aspectos da viticultura, que através da rápida difusão das ordens se propagou por toda a Europa.

Algumas repercussões da Idade Media mantêm-se actuais, tais como o decreto de Felipe o Temerário em 1395, no qual erradicava da Borgonha a cepa Gamay, atalhado caminho para predomínio da Pinot Noir.
Outro facto foi o de em 1443, Nicolas Rolin, conselheiro de Felipe o Bom, fundou os Hospices de Beaune, cujo leilão anual se considera até hoje o instrumento de medida mais importante da conjuntura do vinho na Borgonha.

Depois da Revolução Francesa, o direito hereditário napoleónico estruturou até os dias de hoje, as relações sociais e de propriedade vigentes na Borgonha.
A propriedade transmite-se de forma proporcional a todos os descendentes de modo a que a tendência a que cada proprietário receba parcelas cada vez mais pequenas.

Também remonta ao ano de 1861 a primeira intenção de classificação dos vinhos de grande qualidade.
Depois da invasão da filoxera na década de 1870, houve uma grande resistência contra as cepas enxertadas.
A criação do sistema AOC e engarrafamento na propriedade impôs-se nessa época, a década de 1930, preparando o terreno para a Borgonha actual.


Os solos – e as condições climáticas podem variar em alguns metros apenas.

Clima – continental temperado com ocasionais Invernos gelados.

Localização

Departamentos

YonneChablis
Cote d’OrCote de Nuits, Cote de Beaune e Hautes Côtes
Saône et LoireCote Chalonaise e Mâconnais
Rhône - Beaujolais

Na Borgonha distinguem-se 5 níveis de denominação com fundamento na noção de origem e na qualidade proporcionada por essa origem. Assim, quanto mais o vinho é único e de qualidade, está claramente ligado a um lugar indicado com precisão.

AOC Regionais – assinalam simplesmente a qualidade da Borgonha, produzidos no território vitivinícola da Borgonha
Ex: Bourgogne, Bourgogne Aligoté, Bourgogne Passe-tout-Grains

AOC Sub - Regionais – Designam regiões mais precisas no interior da Borgonha
Ex: Bourgong e Hautes Côtes de Nuits

AOC Comunais – Os vinhos são produzidos no território de uma comuna e tomam o seu nome
Ex: Gecrey Chambertin, Meursault

Denominação Premier Cru - são parcelas no interior da cada comuna (climats) que geralmente, mais reputados, se associam ao nome da comuna
Ex: Chambolle-Musigny Les Amoreuses, Mercurey Clos du Roi

Denominação “Grand Cru” - são os climats de terrenos excepcionais e de grande renome, os mais distintos e grande prestigio sendo o seu nome suficiente para o designar
Ex: Montrachet, Chambertin, Clos de Vougeot


Castas

Brancas

Chardonnay
A grande casta branca da região, toma o nome de Beaunois em Chablis. Consegue ser opulenta e de acidez marcada, quando bem trabalhada com a madeira origina vinhos muito ricos e persistentes. Excelente aptidão para envelhecimento.

Aligoté
Casta branca, bem aclimatada à região, faz vinhos secos, suaves e de vida curta.

Sauvignon Blanc
De presença quase residual, mostra todos os atributos clássicos da casta, intensidade aromática e bela acidez.

Tintos

Pinot Noir
Casta de grande personalidade que encontra aqui o seu terroir de eleição.
Aromática, delicada e irreverente, com boa acidez e boa estrutura de taninos.
Pode envelhecer longamente.


Gamay
Casta tinta muito aromática, faz vinhos frescos, aromáticos e de personalidade saborosa e refrescante

Tressot
Casta tinta algo obscura, faz vinhos de qualidade irregular, rústicos e bastante secos.


1. Chablis

Vinhedo que tem como principal casta a Chardonnay
Existem 4 denominações de origem:
Chablis Grand Cru: com 7 climats
Vaudésir
Les Preuses
Les Clos
Grenouilles
Bougros
Valmur
Blanchots
Chablis Premier Cru
Chablis
Petit Chablis


Em Chablis também é produzido um vinho espumante com AOC, com a designação Crémant de Bourgogne


2. Côte d’Or

Está dividida em:
· Côte de Nuits
· Côte de Beaune
· Hautes Côtes (Hautes Côtes de Nuits e Hautes Côtes de Beaune)

Côtes de Nuits
Produz quase exclusivamente vinhos tintos de Pinot Noir, que fazem a glória e o prestígio dos tintos da Borgonha
A escala das denominações é:
Côtes de Nuits Villages
AOC Comunais
AOC Premier Cru
AOC Grand Cru
(Clos de Vougeot, Chambertin, Romanée-Conti, etc.)São vinhos muito sólidos, ricos de taninos e excelente aptidão para envelhecimento
.

Côtes de Beaune
A sul da Côte d’Or, com solos muito variados, calcário duro, terras argilosas, margas calcárias.
A escala das denominações é:
Côtes de Beaune-Villages
AOC Comunais
Premier Cru
Grand Cru
( É aqui que são produzidos os grades brancos da Côte d’Or a partir da casta Chardonnay e um só grande tinto, o Corton. Outros Grand Crus são o Montrachet, Mersault e Corton Charlemagne)


3. Chalonnais

Entre a Côte de Beaune e o Mâconnais. Produz essencialmente tinto.
Existem 5 denominações comunais:
Bourgogne Aligoté-Bouzeron (exclusivamente a partir de Aligoté)
Rully (Brancos e Tintos)
Mercurey (Brancos e Tintos)
Givry (Brancos e Tintos)
Montagny (Essencialmente brancos)

4. Mâconnais

Após uma interrupção aparece este vinhedo. Produz mais brancos, mas também rosés e tintos.

O mais reputado é o Pouilly-Fuissé. Vinho branco seco, cor dourada, aromático à base da Chardonnay.

Outros vinhos brancos com interesse são o Saint-Véran e o Mâcon.

Os tintos e rosés são normalmente produzidos à base de Gamay podendo ser utilizado o Pinot Noir. Se misturado na proporção de 1/3 de Pinot Noir, com 2/3 de Gamay, origina a denominação Bourgogne Passe-Tout-Grains.


5. Beaujolais

No sul, já no departamento do Rhône, repartidos em Beaujolais e Beaujolais-Villages aos quais se juntam 10 crus.
Os solos variam de granitos e xistos no Norte aos terrenos calcários no Sul.
O clima é homogéneo, continental com influências mediterrânicas.

Produzem-se essencialmente vinhos tintos à base de Gamay. São vinhos jovens, ligeiros e frutados.

As sua denominações são

· AOC Beaujolais e AOC Beaujolais Supérieurs
· AOC Beaujolais Villages
· Crus de Beaujolais
(Brouilly, Côte de Brouilly, Morgon, Chiroubles, Fleurie, Juliénas, Moulin-à-Vent, Chenas, Saint-Amour e Régnié)

Os AOC Beaujolais, Beaujolais Supérieur e Beaujolais Villages, podem ser comercializados como vinho novo, o beaujolais nouveau a partir da 3ª Quinta Feira do mês de Novembro a seguir às vindimas.

A Alsácia


Alsácia

Apresentação

Exposta sobre as colinas que ladeiam o maciço dos Vosges, a vinha cobre uma faixa de 120 km de comprimento e cerca de 4 km de largura.
Situada a uma altitude entre os 200m e os 400, as vinhas tiram máximo proveito da sua exposição solar, especialmente as que são conduzidas em maior altura.
Estas condições permitem a lenta e longa maturação das uvas, proporcionando condições para a produção de vinhos elegantes e complexos de aromas
.

Solos
Solos muito diversos, desde calcários e margas às rochas graníticas, grés, areias e limos, cobrindo cerca de 15 000 hectares, ajudando a que as castas mostrem o melhor de cada uma. A especificidade particular de cada terroir proporciona a sua individualidade, a sua marca única.

Clima
Protegida pela influência oceânica pelas montanhas dos Vosges, a Alsácia apresenta praticamente a menor pluviosidade de França ( somente 400 a 500mm por ano). Abençoada com um clima semi continental, ensolarado e quente e seco.

Vinificação na Alsacia
A principal característica dos vinhos da Alsácia é o facto de que eles são produzidos à base de castas muito aromáticas.

O produtor tenta a todo o custo na vindima e na vivificação preservar o potencial aromático das variedades, interferindo o menos possível.

As datas de vindima para cada AOC são decretadas pelas autoridades.

Considerando que existem sete variedades principais, 3 AOC e 2 pretigiadas menções (“Vindima Tardia” e Selections de Grains Nobles”), sendo por isso fácil entender a razão pelo qual a vindima se alongar no tempo.

Começando por volta de 15 de Setembro, quando as uvas começam a atingir o melhor balanço entre açúcar e acidez.

As primeiras uvas a serem apanhadas, são as que se destinam ao Crémant d’Alsace. Seguem-se as que vão para fazer AOC Alsace e as que se destinam a AOC Alsace Grand Cru.

Finalmente por volta de meados de Outubro, começa a vindima para as uvas de “Vendanges Tardives” e “Sélections de Grains Nobles”.


Caracterização

Particularmente, os vinhos da Alsácia diferenciam-se não pelas suas 120 comunas de origem, mas pelas suas sete castas.
Exceptuando o Pinot Noir vinificado em tinto e rose, todas as outras castas são brancas.

Appellations d’Origine Controlée

Alsace ou vin d’Alsace
Alsace Grand Cru
Alsace Grand Cru seguido dum nome do lugar
(actualmente 51 localidades Grand Cru)
Alsace ou vin d’Alsace seguida das castas
Crémant d’Alsace
Vin d’Alsace Edelzwicker


AO VDQS

Côtes de Toul
Vins de Moselle


Eaux de Vie Regulamentares

Marc d’Alsace Gewürztraminer
Marc de Lorraine
Mirabelle de Lorraine



Castas


Brancas

· Riesling
Considerada um das 4 nobres, sempre seco, raçudo, subtil, frutado e floral, com corpo e muito mineral
Representa cerca de 22% do encepamento total


· Gewürztraminer
Uma das 4 castas nobres, muito exuberante, notas tropicais, lichia, flores e sobretudo especiarias, normalmente encorpada e longa persistência
Representa cerca de 18,5% do encepamento total


· Tokay – Pinot Gris (devido às recentes normas comunitárias de nomenclatura perderá o prefixo Tokay)
Também uma das 4 castas nobres, muito possante eriça, encorpada e redonda, longa persistência, por vezes tropical
Representa cerca de 7% do encepamento total


· Muscat d’Alsace
Uma das 4 nobres, claramente muito aromática, com aroma distinto a moscatel, frutada, seca, cristalina e refrescante como aperitivo e não só.
Representa cerca de 4% do encepamento total

· Pinot Blanc (Klevner)
Seca e delicada, menos exuberante, macia e mineral
Representa cerca de 20% do encepamento total


· Sylvaner
Seca e fresca e de fácil apreciação, mais leve com boa acidez
Representa cerca de 20% do encepamento total

Tintas

· Pinot Noir
Produz tintos e rosés frutados, normalmente ligeira, aberta na cor, com toque leve rusticidade por vezes.
É a única casta tinta
Representa cerca de 7% do encepamento total

Outros apontamentos

Relativamente às castas existem outras ainda tal como a Chasselas ou Gutedel que representam baixa percentagem de representação, e que entram sobretudo no EDELZWICKER ( vinho relativamente simples, muitas vezes mistura de várias castas, não podendo aparecer nenhum nome de casta)

Datas de importantes e de referência

1962 – denominação AOC
1975 – Definição da denominação “AOC Alsace Grand Cru”
1976 – Reconhecimento da denominação “AOC Crémant d’Alsace”
1984 – definição de :
“Vendages Tardives”
“Selection des Grains Nobles”


“Vendages Tardives” e “Sélection de Grains Nobles”

Estas menções são específicas das denominações “AOC Alsace” e “Alsace Grand Cru”, que devem responder às seguintes condições:

Decreto de 1984

Os vinhos devem ser de uma só casta (as nobres) e comercializadas com a menção da mesma no rótulo
Gewürztraminer
Tokay Pinot Gris
Riesling
Muscat

Devem apresentar a riqueza natural mínima em açúcar (graus Oeschle)
Não podem ser enriquecidas
Devem obrigatoriamente apresentar o ano de colheita
O grau alcoólico deve corresponder à riqueza em açúcar


A garrafa tradicional é a Flute ou Renana

domingo, 12 de outubro de 2008

Chateau Latour




Château Latour

Château Latour classificado como Premier Cru na classificação de Bordeus em 1855. Château Latour situa-se na parte sudeste da comuna de Pauillac no Medoc. Esta propriedade produz também um segundo vinho “Les Forts de Latour desde 1966.
Produção
A propriedade tem 78
hectares de vinhedos, compostos por 80% de Cabernet Sauvignon, 18% de Merlot e 2% de Cabernet Franc e Petit Merlot.
O Grand vin Chateau Latour, tipicamente 75% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot, com equilibrio entre Petit Verdot e Cabernet Franc, com uma produção anual de cerca de 18000 caixas. O segundo vinho Les Forts de
Latour, com 70% Cabernet Sauvignon e 30% de Merlot, média anual de 11 000 caixas.

sábado, 11 de outubro de 2008

Chateau Lafite Rothschild












Château Lafite Rothschild

O nome Lafite provem, do termo da Gascogna "la hite" significando "pequena colina".

Vinhedos e vinho

Este vinhedo é um dos maiores do Médoc e produz cerca de 35 000 caixas de vinho (de 12 garrafas), das quais entre 15 000 e 25 000 são do seu melhor vinho. Os seus vinhedos têm por perto de 70 % Cabernet Sauvignon, 25 % Merlot, 3 % Cabernet Franc, e 2 % de Petit Verdot, sendo o lote final do vinho entre 80 and 95 % Cabernet Sauvignon, até 20 % de Merlot e 3 % de Cabernet Franc e de Petit Verdot. Ocasionalmente existem algumas excepções, tal como o foi na colheita de 1961, que tem 100% de Cabernet Sauvignon.

O seu segundo vinho chama-se Carruades de Lafite






Château Margaux








Château Margaux

O Château Margaux é uma reputada propriedade vinicola com 262 ha no Medoc. Situada na AOC Margaux na comuna de Margaux.
Actualmente a propriedade é administrada por Corinne Mentzelopoulos com a ajuda do muito famoso enólogo Paul Pontallier.





O terroir

Solos de leve gravilha, muito fina. Produz anualmente cerca de 200 000 garrafas onde 87% são de vinho tinto. O seu encepamento clássico é de cabernet-sauvignon (75%), merlot (20%), cabernet-franc e petit verdot (5%). 12 hectares são plantados com sauvignon blanc destinado ao seu branco Pavillon Blanc de Margaux. Produz um segundo vinho chamado Pavillon Rouge de Château Margaux.




As grandes colheitas
De entre as mais recentes as melhores são 2003, 2000, 1996, 1990, 1989, 1985, 1983 e 1982.
2005 aparece como um grande millésime com potencial talvez superior ao 2000. Alumas colheitas míticas ajudam a construir a reputação de Château Margaux - 1900, 1928, 1937, 1945 ou o excepcional « 1961, un vin bâti pour l'éternité». – um viho feito para a eternidade




Classificação de 1855


Premiers Crus

Os Cinco «Premiers Grands Crus»
Château Margaux, Margaux
Château Latour, Pauillac
Château Mouton-Rothschild, Pauillac (Segundo cru em 1855, promovido a Premier Cru em1973)Château Haut-Brion, Pessac-Léognan, Graves

Deuxièmes Crus
Château Brane-Cantenac, Margaux (Cantenac-Margaux)
Château Montrose, St.-Estèphe

Troisièmes Crus
Château La Lagune, Haut-Médoc (Ludon)
Château Cantenac-Brown, Margaux (Cantenac-Margaux)
Château Giscours, Margaux (Labarde-Margaux)
Château d'Issan, Margaux (Cantenac-Margaux)
Château Kirwan, Margaux (Cantenac-Margaux)
Château Palmer, Margaux (Cantenac-Margaux)
Château Calon-Ségur, St.-Estèphe
Château Lagrange, St.-Julien

Quatrièmes Crus
Château La Tour Carnet, Haut-Médoc (St.-Laurent)
Château Pouget, Margaux (Cantenac-Margaux)
Château Prieuré-Lichine, Margaux (Cantenac-Margaux)
Château Lafon-Rochet, St.-Estèphe
Château Talbot, St.-Julien

Cinquièmes Crus
Château Belgrave, Haut-Médoc (St.-Laurent)
Château de Camensac, Haut-Médoc (St.-Laurent)
Château Cantemerle Haut-Médoc (Macau)
Château Dauzac Margaux (Labarde)
Château du Tertre, Margaux (Arsac)
Château Cos Labory, St.-Estèphe


Premier Cru Supérieur

château d'Yquem, Sauternes

Premiers Crus
château La Tour-Blanche, Bommes (Sauternes)
château Lafaurie-Peyraguey, Bommes (Sauternes)
Clos Haut-Peyraguey, Bommes (Sauternes)
château de Rayne-Vigneau, Bommes (Sauternes)
château Suduiraut, Preignac (Sauternes)
château Guiraud, Sauternes
château Rieussec, Fargues (Sauternes)
château Rabaud-Promis, Bommes (Sauternes)
château Sigalas-Rabaud, Bommes (Sauternes)

Deuxièmes Crus
château Myrat, Barsac (château de Myrat)
château d'Arche, Sauternes
château Filhot, Sauternes
château de Malle, Preignac (Sauternes)
château Romer, Fargues (Sauternes)
château Romer du Hayot, Fargues (Sauternes)
château Lamothe, Sauternes

Os Vinhos de Bordeus



Bordéus

A maior área de vinhos finos do mundo com cerca de 95 000 hectares em AOC

Clima
Marcado por grande suavidade com importantes precipitações no Outono e Inverno, tendo as variadas massas de água o efeito de temperar e equilibrar o tempo, tal como o gulf stream, (corrente marítima quente)

Solos
Grande riqueza de solos, muito variados, entre o saibroso, arenoso, pantanoso, calcário, cascalho, etc.

Castas

Em Bordéus os vinhos são essencialmente elaborados à base de mistura, lote de castas, tendo cada produtor e região um loteamento completamente diferenciado.

Brancas

Sémillon
A casta branca bordelais por excelência. Presente praticamente em todos os vinhos brancos. A sua boa aptidão para a podridão nobre faz dela a predilecta na região dos grandes vinhos licorosos (Sauternes, Barsac, Loupiac…)
Aromática, com notas tropicais, sempre com sensação “açucarada”, muito redonda de estrutura

Sauvignon
A casta aromática cada vez mais plantada no bordelais. Alguns vinhos são elaborados somente a partir desta casta.
Transmite a acidez necessária ao equilíbrio dos grandes vinhos brancos da região.

Muscadelle
A casta muito aromática, que transmite o toque mais sedutor aos vinhos da região. Consegue aliar a componente aromática a uma razoável frescura.


Tintas

Cabernet Sauvignon
A grande casta da região que transmite a estrutura tânica aos vinhos, que os torna aptos ao seu histórico potencial de envelhecimento.
Grande personalidade, altivez, mas caprichosa devido à tendência para amadurecer tardiamente.


Cabernet Franc
Casta que evolui mais rapidamente que o Cabernet Sauvignon, igualmente com boa estrutura, mas mais presente na margem direita do Gironde, no Libornais.

Merlot
Casta que transmite suavidade e suculência aos vinhos, contribui de forma elegante para o bouquet dos vinhos especialmente em Saint-Emilion e Pomerol.

Petit Verdot
Casta que é bastante sedutora, contribui com bastante cor e corpo, para além de algumas notas balsâmicas.

Malbec
Casta que contribui em pequena escala nos lotes, transmite muita estrutura de taninos aos vinhos

Carmenère
Casta de percentagem diminuta, que tempera os lotes com o seu toque exótico.

Sub – Regiões

1 - Médoc

Essencialmente constituído por superfícies de areia, cascalho e calhaus rolados sobre argila e calcário. Produz unicamente vinhos tintos com predominância da Cabernet.

8 AOC

Médoc
Haut-Médoc
Margaux
St. Julien
Pauillac
St- Estephe
Moulis
Listrac

Vinhos com muita raça e estrutura, finos, distintos, onde predomina uma estrutura que confere aptidão ao envelhecimento.

Em 1855, por ocasião da exposição universal de Paris, a Câmara de Comércio de Bordéus fez estabelecer pelo sindicato de corretores dos vinhos de Bordéus, uma classificação dos produtores do Médoc.

Esta classificação ainda hoje se mantém actual com excepção do Château Mouton-Rothschild que classificado em 1855 como deuxième cru, foi promovido a premier cru em 1973.

Existem ainda os chamados Cu Bourgeois que foram das melhores terras da região, terras senhoriais adquiridas por burgueses de Bordéus no séc XV.

2 – Graves

A sul de Bordéus no prolongamento do Médoc, na margem esquerda do Garonne.

O solo que dá nome a esta sub-região é constituído por graves (calhaus).
Produz-se brancos e tintos com relevo para os tintos.

3 AOC

Graves tinto
Graves branco
Graves Superieurs (branco doce)


3 – Sauternes e Barsac

Solos calcários e graves apresentam um micro clima particular com nevoeiros matinais e dias ensolarados que permitem o desenvolvimento da podridão nobre através de um minúsculo cogumelo: o Botrytis Cineria. Uvas vindimadas tardiamente de muito baixo rendimento.

São vinhos licorosos, doces, untuosos, de cor âmbar claro ou ouro velho, aromas de flores, frutos secos, mel, ainda flores como a acácia.

Os grandes podem durar dezenas de anos.

Produzidos em 5 comunas:
Sauternes
Barsac
Bommes
Preignac
Fargues


Existem ainda as denominações vizinhas de Cérons, saint-Croix-du-Mont, Loupiac, Cadillac, Premières Côtes de Bordeaux

4 – Vinhos brancos secos

Graves – com bouquet delicado e vivos
Entre-Deux-Mers - macios, suaves e mas vivos, com algum corpo e fruta, sempre frescos
Côtes de Blaye – Vinhos brancos secos e leves


5 – Libournais (St Émilion, Pomerol e Fronsac)

Parte situada na margem direita do rio Dordogne e domina a casta Merlot.

As várias denominações são:
Saint Emilion
Montagne de St. Emilion
Lussac – Saint. Emilion
Puisseguin Saint Emilion
Pomerol
Lalande de Pomerol
Fronsac
Cânon – Fronsac

6 - Saint Emilion

Apenas produz vinhos tintos, potentes, com aromas de trufas, intensos de cor, e grande potencial de envelhecimento.

Estão classificados oficialmente por decreto de 1954 e submetidos a uma revisão última nos anos 80 e nos últimos 5 anos.

Existem duas AOC oficiais:
· Saint – Émilion
· Saint – Émilion Grand Cru

Classificação

Saint Emilion Premier Grand Cru Classé

Classe A

Château Ausone
Château Cheval Blanc

Classe B

Château Beauséjour
Château Canon
Château Figeac
Etc

Saint Emilion Grand Cru

Château Angelus
Château Corbin
Château Laroze
Etc

Pomerol – área com cerca de 700 hectares, apresenta vinhos tintos encorpados, aveludados e de grande elegância. Embora Pomerol não disponha de classificação oficial é reconhecido como sendo o primeiro dos vinhos de Pomerol o Château Petrus


5 – Côtes de Bordeaux e Bordeaux Superieurs

Vinhos menos conhecidos, mais genéricos, onde normalmente se evidenciam pela qualidade preço



França

Legislação / Regulamentação

Toda a regulamentação Europeia agrupa os vinhos em duas classes:
Os Vinhos de mesa
Os VQPRD

Vinhos de Mesa (Vins de Table)

c Graduação alcoólica não superior a 8,5% ou 9% vol. e não superior a 15%
c Proibidas as lotações com vinhos importados de países não membros da CE
c Se forem de origem francesa podem ter a denominação de “Vinho de Mesa Francês”
c Se forem compostos por vinho de origem da CE são “Misturas de Vinhos de diferentes países da CE”
c Se contiverem mostos provenientes da CE e vinificados em França têm a denominação “Vinho obtido em França a partir de uvas em…”

Vins de pays

c Só a partir de castas recomendadas e provir de um território delimitado de onde têm o nome
c Graduação alcoólica mínima de 10% nas regiões mediterrânicas e 9,5% ou 9% nas outras regiões
c Devem satisfazer as características organolépticas e analíticas verificadas por comissões de degustação da ONIVINS


AO VDQS (Appellation d’Origine – Vins Delimités de Qualité Superieur)

c Área de produção
c Encepamento
c Grau Alcoólico mínimo
c Rendimento máximo por hectare
c Processos de cultura
c Processos de vinificação
c Análise do vinho e prova de degustação por comissão oficial


AOC (Appellation d’Origine Controlée)

c Os de AOVDQS +
c Envelhecimento
c Selo de Garantia
c Certificado de Atribuição pelo INAO

França
Controlo de Qualidade


INAO (Instituto das Denominações de Origem dos Vinhos e Aguardentes) – criado em 1935, controla AOC + AO VDQS




O Vinho no Mundo actual

Alguns dados estatísticos

Dados da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho)

A Europa representa 59,1% da superfície de vinhedos o mundo, tendo caído de 64,4% em 1998 e de 69% em 1980.


Actualmente o crescimento mais significativo foi o da Nova Zelândia que cresceu cerca de 15%
Os 4 maiores países produtores de uvas (Itália, Espanha, França e Estados Unidos) produzem cerca de 43,5% da produção.


Portugal Situa-se entre o 8º e 10º lugar a nível mundial e 5º e 6º a nível europeu.Crescimento significativo ocorreu em África em que países como o Egipto 15,5%, África do Sul 5,9% e Tunísia 33,6%

O Consumo mundial de vinho cresceu 0,7%A China liderou em termos de crescimento com 14,7%, tal como a Rússia e a Roménia com 16,9% e 14,9%.

O Luxemburgo é a população mundial com maior consumo per capita de vinho, seguido da França, Itália e Portugal (4º)

Denominações de Origem - Um Conceito da Cultura Mediterrânica

Denominações de Origem

Um Conceito da Cultura Mediterrânica

Quando Howard Cárter, em 1922, fez a sensacional descoberta do túmulo de Tutankhamon, em Tebas, no Vale dos Reis, estaria longe de pensar que iria permitir que se fizesse luz sobre muitos aspectos relacionados com a produção de vinho no Antigo Egipto.

Foi encontrada uma impressionante colecção de 26 potes de vinho, num dos quatro compartimentos anexos ao túmulo, com inscrições tão pormenorizadas sobre os vinhos, que em nada ficam a dever aos rótulos das melhores garrafas da actualidade.
Nelas estava indicado o tipo de vinho, o ano de colheita, de acordo com os anos do reinado de Tutankhamon, a origem geográfica da vinha, o nome do proprietário da vinha e o nome do “enólogo” responsável pelo fabrico do vinho!

O exemplo seguinte dá bem ideia do cuidado posto na regulamentação da rotulagem da época:”Ano 4 (1345 a.C). Vinho doce da casa de Aton – Vida, Prosperidade, Saúde! – do rio Oeste (braço do Nilo que desagua perto da moderna Alexandria). Produtor chefe Àperershop”. Como se pode verificar, já então de dava grande importância à origem geográfica das vinhas, numa e precoce antecipação ao conceito de denominação de origem.

Na Roma Antiga dava-se grande importância à origem geográfica dos vinhos. A lista mais completa que se conhece encontra-se no Livro XIV de Plínio, o Velho, que procurou, como ele diz no fim do seu texto, fazer uma lista de todos os vinhos do seu país (e acessoriamente da Gália e da Hispânia) que merecessem ser conhecidos. Entre eles, e apenas a título de exemplo, citemos o Albanum, Falerno, Guaranum, Messina, Setia, Sorrento, Taormina e Velletri.

Muitos outros exemplos da Antiguidade se poderiam referir para enaltecer a importância que, no mundo mediterrânico, sempre se deu à origem geográfica dos vinhos.

A longa tradição na cultura da vinha e na produção vinícola foi suficiente para os apreciadores saberem quais as regiões onde eram produzidos os melhores vinhos e, naturalmente, atribuírem-lhes o nome da região de origem.

Tal designação era uma marca colectiva pertença de todos os produtores dessa região, confundindo-se, quase sempre, com aquilo que hoje se convenciona chamar “denominação de origem”.

Mais do que uma indicação de proveniência, a marca geográfica colectiva garantia, para além da origem, a qualidade específica dos vinhos, resultante das condições naturais em que as uvas eram produzidas e do conhecimento e arte dos homens que os faziam.

Com as invasões bárbaras, o comércio de vinhos, que tão grande desenvolvimento tinha tido no império romano, foi abrandando, até que estagnou no seio das sociedades feudais. Neste período a estrutura produtiva do vinho foi reduzida e orientada para o auto consumo local e regional.

O comércio do vinho só seria lentamente recuperado muito mais tarde, ainda na Idade Média, com o desenvolvimento urbano e o aparecimento de uma classe burguesa com dinheiro e ávida de bem-estar.

Só no séc. XVII, ganhou desenvolvimento suficiente para desencadear lutas de interesses.

De um lado estavam os produtores, que desejam conservar o direito a um nome cuja fama resultava do esforço do seu trabalho e saber, bem como das condições naturais – solo, clima, exposição, declive, castas, - em que as uvas eram produzidas; do outro lado, estavam aqueles que se aproveitavam do prestígio dessas denominações para eles tirarem lucros ilegítimos e, muitas vezes exorbitantes.

O exemplo mais elucidativo desta situação ocorreu no Douro, quando a excelência dos seus vinhos foi reconhecida pelos ingleses.

Denominações ou Appellations de vários países

Appellations ou denominações de vários países

Todos os países e regiões são orientados e regidos por normas que regulam pretendendo proteger a individualidade e os vinhos de qualidade

O sistema de denominação de origem foi originalmente introduzido em França para proteger os vinhos de qualidade de certas regiões.

Desde os anos 60, outros países europeus instauraram sistemas inspirando-se nos mesmos critérios de selecção.
Assim em geral a legislação europeia reconhece quatro níveis de qualidade


Espanha

Vino de Mesa
Vino de la Tierra
(DO) Denominación de Origen
(DOCa) Denominación de Origen Calificada

França

Vin de Table
Vin de Pays
(AOVDQS) Appellation d’Origine Vin Délimité de Qualité Superieure
(AOC) Appellation d’Origine Contrôlée

Itália

(VDT) Vino da Tavola
(IGT) Indicazione Geográfica Típica
(DOC) Denominazione di Origine Controllata
(DOC) Denominazioe di Origine Controllata e Garantita


Alemanha

Deutscher Tafelwein
Landwein
(QbA) Qualitätswein bestimmer Aubaungebites
(QmP) Qualitätswein mit Prädikat