


Pupitres

É a vinha mais setentrional de França. Clima de grandes contrastes, oceânico, recebendo influências continentais, e a humidade, mantida pela presença das florestas e bosques circundantes pretende atenuar as amplitudes térmicas.
O solo, de predominância calcária, (craies) está recoberto de uma mistura de argilo arenosa, frequentemente inferior a um metro.
Divide-se nos seguintes departamentos
La Marne – 20 000 ha
Aube – 5 000 ha
Aisne – 2000 ha
Divide-se ainda nas seguintes Sub-regiões
Montagne de Reims
Valée de la Marne
Côte de Blancs
As vinhas de Aube (Bar sur Seine e Bar sur Aube)
Sézannais
Castas
Pinot Meunier
Cerca de 45% do encepamento total
Menos nobre que a Pinot Noir, mas menos exigente,produz vinhos que envelhecem rapidamente. É muito cultivada no Vale de la Marne e em Aube
Pinot Noir
Cerca de 30% do encepamento total
Cultivada sobretudo na montanha de Reims e em menos escala no Vale de la Marne. É frágil, dá força ao vinho, seiva e generosidade.
Chardonnay
Cerca de 25% do encepamento total
Atribui ao vinho frescura, leveza e finura
3 em 4 garrafas de Champagne são elaborados a partir de castas tintas, vinificadas em branco. Champagne é a única região em França onde um rosé pode ser obtido pela lotação dum vinho branco e tinto (desde que os dois tenham direito a AOC Champagne)
Escala de “Crus”
Os crus em Champagne são classificados segundo uma escala que vai actualmente de 80% a 100%, o que permite ajustar o preço da uva.
Em cada ano é fixado pelo CIVC (Comité Interprofissionnel du Vin de Champagne criado em Epernay em 1941 que regula toda a região em termos de vinho)o preço de compra das uvas, pago integralmente às comunidades classificadas em 100% - Grand Crus, descendo o preço gradualmente até aos 80%. As comunas classificadas entre 90% e 99% são Premier Cru
Appellations d’Origine Controlées
Champagne
Coteaux Champenois
Rose de Riceys
Eaux de Vie Regulamentaire
Eaux-de-Vie de vin de la Marne
Eaux-de-Vie de marc de Champagne ou marc de Champagne
Tipos de Champagne
Os tipos de Champagne caracterizam-se segundo o seu grau de açúcar. Embora existam designações comerciais como “Ultra Brut” por exemplo na casa Laurent Perrier, existem apenas 9 menções legais possíveis de colocar no rótulo com o objectivo de informar o consumidor sobre o teor em açúcares residuais no Champagne.
Brut Nature/ Pas Dose /Dosage Zero
Menos (-) de 3 gr/l de açúcar residual
Extra Brut
Entre 0 e 6 gr/lde açúcar residual
Brut
Menos (-) de 15 gr/l de açúcar residual
Extra Dry
De 12 a 20 gr/l de açúcar residual
Sec
De 17 a 35 gr/l de açúcar residual
Demi-Sec
De 33 a 50 gr/l de açúcar residual
Doux
+ de 50 gr/l de açúcar residual
Vinificação do Champagne
A vindima
A apanha das uvas acontece 100 dias após a flor. Tem lugar, dependendo dos anos, no fim de Setembro a meados de Outubro.
Desde 1978 ela é obrigatoriamente feita à mão (épluchage). Colhe-se separadamente cada uma das castas.
Transporte das Uvas
O transporte é efectuado com maior rapidez possível com o fim de evitar a coloração do sumo pelos pigmentos contidos na pele da uva e uma eventual oxidação.
Prensagem
Esta técnica vinícola de fazer um vinho branco com uvas tintas em Champagne remonta ao século XVII e está regulamentada por um decreto de 1986.
Uma prensa Champagnesa recebe 4000 Kg dando origem a um mosto de 26,66 hl ou seja 26 660 litros, com uma pressão suave e progressiva evitando a difusão de matéria corante.
A) A Cuvée ou 1ª prensagem = 2050 l (stockado em 10 “piéces”)
B) 1ª Taille ou 2ª prensagem = 410 l (2 “piéces”)
C) 2ª Taille ou 3ª prensagem = 206 l (1 piéce)
D) Rebeches ou 4ª prensagem = Marc de Champagne
Sulfitação e Decantação
Fermentação Alcoólica e Malo-Láctica
Preparação da Cuvée
De Janeiro a Março, lotação de cuvées de proveniências diversas e de anos diferentes, e para o caso dos datados (Millésimé) do mesmo ano. As cuvées especiais ou de prestígio são constittuidas pelos melhores vinhos e celebram um grande ano, um acontecimento marcante Nacional ou Internacional, estando a sua origem Eugéne Mercier que criou para Napoleão III a Reserva do Imperador numa garrafa de cristal, decorado com folhas e uma borboleta. O produto obtido é um vinho tranquilo.
Segunda (2ª) Fermentação
Incorporado numa cuba um licor à base de açúcar de cana e de leveduras chamado “Licor de Tirage”.
O Vinho é engarrafado e encapsuladas as garrafas e deitadas sobre umas traves (“sur lattes” – com as borras) em caves frescas escavadas na greda onde vai decorrer a 2ªfermentação dentro delas. Uma vez terminada a operação, as leveduras mortas formam um depósito na garrafa e o vinho, por legislação, permanece pelo menos durante nove meses em contacto com as borras.
Remuage
As garrafas são colocadas nas Pupitres, e inclinadas com o gargalo para baixo de forma a concentrar o depósito de leveduras no gargalo.
Diariamente durante seis semanas, as garrafas são rodadas ¼ ou 1/8 ao mesmo tempo inclinadas nas pupitres até estarem stockadas sur pointes, isto é, a cabeça dirigida para o solo.
Um bom e experiente “remueur” é capaz de rodar diariamente 50 000 garrafas dia, já substituídos por máquinas automáticas. Os “Pupimatic” (1971) reproduzem o gesto do remueur para 504 garrafas de uma vez, as “gyropalettes” (1973) para 204 garrafas.
Degorgement
Durante muito tempo a garrafa foi dégorgée “à la volée”. Munido de uma pinça ou descapsulador, o “dégorgeur” retirava a cápsula, e uma parte do gás aprisionado empurrava o depósito. Hoje em dia é mecanizada e utiliza-se o degorgement “à la glace”, inventado em 1890. A extremidade do gargalo é mergulhada numa solução refrigerante de glicol ou salmoura a menos de (-20ºC). Um pedaço de gelo aprisiona o depósito e retira-se a rolha provisória, eliminando o gelo que é ejectado sob pressão do gás carbónico contido no vinho.
Licor de Dosagem ou de Expedição
É adicionado antes do arrolhamento final constituído por uma mistura de vinho de Champagne (tranquilo) e açúcar, dando assim o teor em açúcar que se pretende para cada tipo e preenchendo quantidades eventualmente perdidas.
Muselet e Etiquetagem
O muselet é uma armadura em fio de ferro ou latão torcido que segura a rolha, tendo uma placa metálica embutida na cabeça da mesma, assegurando deste modo um fecho eficaz e impedindo o fio de cortar a cortiça.
Comercialização
Um Champagne não datado não pode ser comercializado antes de 12 meses após a “tirage”.
Um Champagne datado não pode ser comercializado antes de 3 anos após a vindima
















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