



Borgonha
A vinha borgonhesa cobre cerca de 27 500 há. A sua descontinuidade explica-se pelo desaparecimento de vinhas no séc. XIX após o grande ataque da filoxera.
A vinha borgonhesa cobre cerca de 27 500 há. A sua descontinuidade explica-se pelo desaparecimento de vinhas no séc. XIX após o grande ataque da filoxera.
História
A viticultura da borgonhesa remonta ao séc II d.C.
É bem provável que os Celtas já cultivassem e vinha e produzissem vinho, muito antes da chegada dos Romanos.
A história da viticultura medieval da Borgonha reveste-se de grande significado na Europa.
A tradição monástica começou com doações: em 587 à abadia de San Benigno em Dijon, em 630 à abadia de Bèze, perto de Gevrey. Em 910 fundou-se Cluny, no Mâconnais.
Mediante a fundação em 1098 da ordem de Cister em Citeaux, perto de Nuits- St.-Georges, fomentou-se sistematicamente a cultura vitícola monástica.
O Clos do Vougeot serviu aos monges para a exploração dos diversos aspectos da viticultura, que através da rápida difusão das ordens se propagou por toda a Europa.
Algumas repercussões da Idade Media mantêm-se actuais, tais como o decreto de Felipe o Temerário em 1395, no qual erradicava da Borgonha a cepa Gamay, atalhado caminho para predomínio da Pinot Noir.
Outro facto foi o de em 1443, Nicolas Rolin, conselheiro de Felipe o Bom, fundou os Hospices de Beaune, cujo leilão anual se considera até hoje o instrumento de medida mais importante da conjuntura do vinho na Borgonha.
Depois da Revolução Francesa, o direito hereditário napoleónico estruturou até os dias de hoje, as relações sociais e de propriedade vigentes na Borgonha.
A propriedade transmite-se de forma proporcional a todos os descendentes de modo a que a tendência a que cada proprietário receba parcelas cada vez mais pequenas.
Também remonta ao ano de 1861 a primeira intenção de classificação dos vinhos de grande qualidade.
Depois da invasão da filoxera na década de 1870, houve uma grande resistência contra as cepas enxertadas.
A criação do sistema AOC e engarrafamento na propriedade impôs-se nessa época, a década de 1930, preparando o terreno para a Borgonha actual.
Os solos – e as condições climáticas podem variar em alguns metros apenas.
Clima – continental temperado com ocasionais Invernos gelados.
Localização
Departamentos
Yonne – Chablis
Cote d’Or – Cote de Nuits, Cote de Beaune e Hautes Côtes
Saône et Loire – Cote Chalonaise e Mâconnais
Rhône - Beaujolais
Na Borgonha distinguem-se 5 níveis de denominação com fundamento na noção de origem e na qualidade proporcionada por essa origem. Assim, quanto mais o vinho é único e de qualidade, está claramente ligado a um lugar indicado com precisão.
AOC Regionais – assinalam simplesmente a qualidade da Borgonha, produzidos no território vitivinícola da Borgonha
Ex: Bourgogne, Bourgogne Aligoté, Bourgogne Passe-tout-Grains
AOC Sub - Regionais – Designam regiões mais precisas no interior da Borgonha
Ex: Bourgong e Hautes Côtes de Nuits
AOC Comunais – Os vinhos são produzidos no território de uma comuna e tomam o seu nome
Ex: Gecrey Chambertin, Meursault
Denominação Premier Cru - são parcelas no interior da cada comuna (climats) que geralmente, mais reputados, se associam ao nome da comuna
Ex: Chambolle-Musigny Les Amoreuses, Mercurey Clos du Roi
Denominação “Grand Cru” - são os climats de terrenos excepcionais e de grande renome, os mais distintos e grande prestigio sendo o seu nome suficiente para o designar
Ex: Montrachet, Chambertin, Clos de Vougeot
A viticultura da borgonhesa remonta ao séc II d.C.
É bem provável que os Celtas já cultivassem e vinha e produzissem vinho, muito antes da chegada dos Romanos.
A história da viticultura medieval da Borgonha reveste-se de grande significado na Europa.
A tradição monástica começou com doações: em 587 à abadia de San Benigno em Dijon, em 630 à abadia de Bèze, perto de Gevrey. Em 910 fundou-se Cluny, no Mâconnais.
Mediante a fundação em 1098 da ordem de Cister em Citeaux, perto de Nuits- St.-Georges, fomentou-se sistematicamente a cultura vitícola monástica.
O Clos do Vougeot serviu aos monges para a exploração dos diversos aspectos da viticultura, que através da rápida difusão das ordens se propagou por toda a Europa.
Algumas repercussões da Idade Media mantêm-se actuais, tais como o decreto de Felipe o Temerário em 1395, no qual erradicava da Borgonha a cepa Gamay, atalhado caminho para predomínio da Pinot Noir.
Outro facto foi o de em 1443, Nicolas Rolin, conselheiro de Felipe o Bom, fundou os Hospices de Beaune, cujo leilão anual se considera até hoje o instrumento de medida mais importante da conjuntura do vinho na Borgonha.
Depois da Revolução Francesa, o direito hereditário napoleónico estruturou até os dias de hoje, as relações sociais e de propriedade vigentes na Borgonha.
A propriedade transmite-se de forma proporcional a todos os descendentes de modo a que a tendência a que cada proprietário receba parcelas cada vez mais pequenas.
Também remonta ao ano de 1861 a primeira intenção de classificação dos vinhos de grande qualidade.
Depois da invasão da filoxera na década de 1870, houve uma grande resistência contra as cepas enxertadas.
A criação do sistema AOC e engarrafamento na propriedade impôs-se nessa época, a década de 1930, preparando o terreno para a Borgonha actual.
Os solos – e as condições climáticas podem variar em alguns metros apenas.
Clima – continental temperado com ocasionais Invernos gelados.
Localização
Departamentos
Yonne – Chablis
Cote d’Or – Cote de Nuits, Cote de Beaune e Hautes Côtes
Saône et Loire – Cote Chalonaise e Mâconnais
Rhône - Beaujolais
Na Borgonha distinguem-se 5 níveis de denominação com fundamento na noção de origem e na qualidade proporcionada por essa origem. Assim, quanto mais o vinho é único e de qualidade, está claramente ligado a um lugar indicado com precisão.
AOC Regionais – assinalam simplesmente a qualidade da Borgonha, produzidos no território vitivinícola da Borgonha
Ex: Bourgogne, Bourgogne Aligoté, Bourgogne Passe-tout-Grains
AOC Sub - Regionais – Designam regiões mais precisas no interior da Borgonha
Ex: Bourgong e Hautes Côtes de Nuits
AOC Comunais – Os vinhos são produzidos no território de uma comuna e tomam o seu nome
Ex: Gecrey Chambertin, Meursault
Denominação Premier Cru - são parcelas no interior da cada comuna (climats) que geralmente, mais reputados, se associam ao nome da comuna
Ex: Chambolle-Musigny Les Amoreuses, Mercurey Clos du Roi
Denominação “Grand Cru” - são os climats de terrenos excepcionais e de grande renome, os mais distintos e grande prestigio sendo o seu nome suficiente para o designar
Ex: Montrachet, Chambertin, Clos de Vougeot
Castas
Brancas
Chardonnay
A grande casta branca da região, toma o nome de Beaunois em Chablis. Consegue ser opulenta e de acidez marcada, quando bem trabalhada com a madeira origina vinhos muito ricos e persistentes. Excelente aptidão para envelhecimento.
Aligoté
Casta branca, bem aclimatada à região, faz vinhos secos, suaves e de vida curta.
Sauvignon Blanc
De presença quase residual, mostra todos os atributos clássicos da casta, intensidade aromática e bela acidez.
Tintos
Pinot Noir
Casta de grande personalidade que encontra aqui o seu terroir de eleição.
Aromática, delicada e irreverente, com boa acidez e boa estrutura de taninos.
Pode envelhecer longamente.
Gamay
Casta tinta muito aromática, faz vinhos frescos, aromáticos e de personalidade saborosa e refrescante
Tressot
Casta tinta algo obscura, faz vinhos de qualidade irregular, rústicos e bastante secos.
1. Chablis
Vinhedo que tem como principal casta a Chardonnay
Existem 4 denominações de origem:
Chablis Grand Cru: com 7 climats
Vaudésir
Les Preuses
Les Clos
Grenouilles
Bougros
Valmur
Blanchots
Chablis Premier Cru
Chablis
Petit Chablis
Em Chablis também é produzido um vinho espumante com AOC, com a designação Crémant de Bourgogne
2. Côte d’Or
Está dividida em:
· Côte de Nuits
· Côte de Beaune
· Hautes Côtes (Hautes Côtes de Nuits e Hautes Côtes de Beaune)
Côtes de Nuits
Produz quase exclusivamente vinhos tintos de Pinot Noir, que fazem a glória e o prestígio dos tintos da Borgonha
A escala das denominações é:
Côtes de Nuits Villages
AOC Comunais
AOC Premier Cru
AOC Grand Cru (Clos de Vougeot, Chambertin, Romanée-Conti, etc.)São vinhos muito sólidos, ricos de taninos e excelente aptidão para envelhecimento.
Côtes de Beaune
A sul da Côte d’Or, com solos muito variados, calcário duro, terras argilosas, margas calcárias.
A escala das denominações é:
Côtes de Beaune-Villages
AOC Comunais
Premier Cru
Grand Cru ( É aqui que são produzidos os grades brancos da Côte d’Or a partir da casta Chardonnay e um só grande tinto, o Corton. Outros Grand Crus são o Montrachet, Mersault e Corton Charlemagne)
3. Chalonnais
Entre a Côte de Beaune e o Mâconnais. Produz essencialmente tinto.
Existem 5 denominações comunais:
Bourgogne Aligoté-Bouzeron (exclusivamente a partir de Aligoté)
Rully (Brancos e Tintos)
Mercurey (Brancos e Tintos)
Givry (Brancos e Tintos)
Montagny (Essencialmente brancos)
4. Mâconnais
Após uma interrupção aparece este vinhedo. Produz mais brancos, mas também rosés e tintos.
O mais reputado é o Pouilly-Fuissé. Vinho branco seco, cor dourada, aromático à base da Chardonnay.
Outros vinhos brancos com interesse são o Saint-Véran e o Mâcon.
Os tintos e rosés são normalmente produzidos à base de Gamay podendo ser utilizado o Pinot Noir. Se misturado na proporção de 1/3 de Pinot Noir, com 2/3 de Gamay, origina a denominação Bourgogne Passe-Tout-Grains.
5. Beaujolais
No sul, já no departamento do Rhône, repartidos em Beaujolais e Beaujolais-Villages aos quais se juntam 10 crus.
Os solos variam de granitos e xistos no Norte aos terrenos calcários no Sul.
O clima é homogéneo, continental com influências mediterrânicas.
Produzem-se essencialmente vinhos tintos à base de Gamay. São vinhos jovens, ligeiros e frutados.
As sua denominações são
· AOC Beaujolais e AOC Beaujolais Supérieurs
· AOC Beaujolais Villages
· Crus de Beaujolais (Brouilly, Côte de Brouilly, Morgon, Chiroubles, Fleurie, Juliénas, Moulin-à-Vent, Chenas, Saint-Amour e Régnié)
Os AOC Beaujolais, Beaujolais Supérieur e Beaujolais Villages, podem ser comercializados como vinho novo, o beaujolais nouveau a partir da 3ª Quinta Feira do mês de Novembro a seguir às vindimas.
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