domingo, 16 de novembro de 2008

Vinhos do Sudoeste













Sudoeste




Esta região cobre cerca de 70 000 hectares. Os solos são muito variados, argilo-calcários, xistos, graves, etc. Existem grandes variações de temperaturas.
Muitos vinhos desta região foram durante muito tempo considerados dos melhores de França, nomeadamente o Mombazillac e Jurançon. Também Bergerac ficou famoso com a obra de Edmond Rostand: Cyrano de Bergerac.


Castas


BrancasSémillon, Sauvignon, Muscadelle, Mauzac, Len de l’El, Courbu, Manseng

TintasMerlot, Cabernets, Malbec, Duras, Fer Servadou, Gamay, Tannat

AOC


Bergerac
Tintos frutados e encorpado, brancos finos secos ou doces.




Pécharmant
Unicamente vinhos tintos encorpados e robustos


Monbazillac
Grande vinho branco licoroso e muito fino com perfume de mel.










Montravel
Vinhos brancos secos


Cahors
Produz exclusivamente vinhos de cor rubi, encorpados, possuem um bouquet muito fino e são vinhos de guarda.
Provém principalmente da casta Cot (Auxerrois nesta região) ainda de Tannat e Merlot.















Gaillac
Os vinhos são diversos, devido à margem direita do rio Tarn com encostas calcárias e esquerda com solos graníticos. Produz brancos, tintos, rosés e ainda o Gaillac Mousseux








Côtes du Frontonnais
Pequeno vinhedo a norte de Toulouse que produz essencialmente vinhos tintos mas ainda rosés

Côtes de Duras e Buzet
Vinhos brancos e tintos de guarda. Os primeiros a partir de Sauvignon e Sémillon e os tintos a partir de Cabernet, Malbec e Merlot.

Madiran
É um vinho tinto à base de Tannat, com Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. São muito ricos em tanino e envelhecem vários anos.

Pacherenc du Vic Bilh
Vinhos brancos secos ou doces à base de Arrufiac, Courbu, Manseng e Sauvignon

Jurançon
Este famoso e maravilhoso vinho branco doce é sem dúvida um dos mais ilustres desta região. Foi utilizado por ocasião do baptismo de Henrique IV após o seu pai, António de Bourbon, lhe ter esfregado os lábios com alho. É produzido a partir das castas Petit Manseng, Gros Manseng e Courbu. As uvas são vindimadas tardiamente originando um vinho rico, macio e muito perfumado com um sabor a canela e cravinho. É um vinho de longa guarda
Também famosa pela Trufa preta
.

Provença e Córsega





Provence

A vinha da Provence cobre cerca de 101 300 hectares, tudo no sudeste de França.
O clima é mediterrâneo com verões quentes.


AOC

Côtes de Provence
Representam a denominação mais importante da região.
Principalmente conhecida pelos seus rosés secos e frutados (60%), também produz tintos.
Solos xistosos, granito, argila e areia, calcário com cerca de 17000 hectares.


Coteaux d’Aix-en-Provence
Produz tintos, rosés e brancos

Palette
Bandol
Cassis
Bellet


Castas

BrancasClairette, Rolle, Ugni Blanc, Sémillon, Sauvignon, Bourboulenc, Marsanne
TintasGrenache, Cinsault, Mourvedre, Tibouren, Carignan, Syrah, Cabernet Sauvignon


Córsega

O solo geralmente granítico, é calcário a região de Património e aluvial no Este. O Clima é quente mas temperado pela influência marítima. A produção é de 411 000 hectolitros.

AOC

Ajaccio
Património
Muscat du Cap Corse
Vin de Corse seguido de: Coteaux du Cap Corse, Calvi, Figari, PortoVecchio, Sartène


Castas

BrancasVermentino (Malvoisie de Corse) e Russula Bianca (Ugni Blanc)
TintasNielluccio, Sciacarello, Grenache, Cinsault, Syrah

Jura e Savoie








Jura

Cerca de 1500 hectares, apresenta bastante diversidade e qualidade nos seus vinhos. As diferentes argilas que compõem o substrato do terreno, explicam a diversidade das suas produções.
Clima do tipo semicontinental, mas regista por vezes variações brutais de temperatura.


A vinha oferece uma gama bastante alargada de vinhos, incluindo “vin Jaune” e os “vin de paille”.
As sua denominações são:

AOC Côtes de Jura (produz brancos, tintos, rosés, vin jaune, vin de paille e espumantes)
AOC Arbois (produz toda a gama de vinhos, de realçar os rosés)
AOC L’Étoile (produz vin jaune, vin de paille, espumantes sendo sobretudo famoso pelo Étoile Mousseaux)
AOC Château-Chalon (produz unicamente vin jaune)

Vin Jaune
É produzido à base da casta Savagnin vindimada tardiamente. O vinho dai resultante tem cerca de 13 a 14 % Vol. O vinho permanece em casco num mínimo de tempo que vai de 6 a 10 anos, sem atestos, pelo que se desevolve um véu cinzento de leveduras à superfície que absorvem o oxigénio e preservam o vinho da oxidação. Daqui resultam transformações de cor, sabor, destacando-se as tonalidades âmbar e um sabor lembrando nozes e amêndoa torradas.
Engarrafados em garrafas de 60 cl (Clavelin).

vinhedos de Chateau-Chalon famoso pelo Vin Jaune







garrafa Clavelin




Vin de Paille
Resulta da lotação das castas tintas e brancas com predominância da Melon (Chardonnay). Após a vindima, tardia, com uvas super maduras, os cachos são colocados a secar em camas de palha ou suspensos, durante um mínimo de 2 a 3 meses, o que produz uma natural forte concentração de açúcares. A seguir são então prensados obtendo-se um mosto muito rico.
A fermentação que se inicia nos finais do Inverno pode durar 2 a 3 anos, parando quando o vinho atinge 15%vol.
São necessários cerca de 100 kg de uvas para obter 18 litros de “vin de paille”, uma vez que somente os bagos sãos e maduros podem ser conservados desta maneira.







Castas

Brancas – Savagnin e Chardonnay (Melon)

Tintas – Poulsard, Trousseau e Pinot Noir

Savoie

A appellation estende-se entre 200 e 400 metros de altitude, numa área sensivelmente de 1700 hectares. Os solos são essencialmente de margas e calcários. O clima é do tipo continental, temperado por influências oceânicas.
As denominações são na sua maioria reagrupadas sob as seguintes:

Vin de Savoie – seguido ou não de um nome de um Cru, brancos, tintos, rosés e perlants)
Roussette de Savoie – Seguido ou não de um nome de um Cru, brancos
Crépy – branco
Seyssel - brancos e espumantes

Castas

Brancas
Altesse ou Roussette
Aligoté
Chasselas
Jacquère
Chardonnay
Molette
Gringet

Tintas
Mondeuse
Gamay
Persan
Joubertin
Pinot Noir

Macvin
Vinho de licor do Jura que se obtém misturando o mosto da uva com aguardente de bagaço e que envelhece em pipas de carvalho.



Adega rustica













O Languedoc e Roussillon




solo de xisto










Banyuls

Muscat de Riversaltes






Languedoc-Roussilon

É a mais vasta região vitícola do mundo. Repousa em solos muito diversos: xistos, grés, “cailloutis” (mistura de cascalho com areia grossa).
Clima dominado por temperaturas elevadas, comparáveis às da Córsega e com precipitações mais violentas.


Esta região produz uma grade parte dos vinhos franceses de mesa e maior parte dos Vin de Pays (+60%), sedo conhecida pelos seus vinhos doces naturais.

Castas

Brancas
Clairette, Bourboulenc, Picpoul, Muscat a petit Grains, Terret blanc

Tintas
Carignan, Grenache, cinsault, Syrah, Mourvedre

Para os VDN – Muscat de Frontignan, Muscat de mireval, Muscat de lunel, Saint Jean de Minervois, grenache e Malvoisie

AOC (que não os VDN)

Côtes de Roussilon e Côtes de Roussillon-Villages
Produzidos nos Pirinéus Orientais, podem ser tintos capitosos e ricos em cor, brancos verdes das castas maccabeu, tourbat, ou rosés frutados.

Collioure
À base de grenache é um vinho muito encorpado, carnudo e capitoso.

Fitou
À base de Carignan e grenache é um bom Tinto apto ao envelhecimento

Corbières
Vinhedo desenvolvido no tempo de Charles Magno. Produz essencialmente vinhos tintos carnudos.

Minervois
Especialmente tintos aveludados, bem como alguns brancos e rosés.

Blanquette de Limoux
A partir das castas mauzac, chardonnay e chenin. È o vinho espumante mais antigo de França.

Coteaux de Languedoc
Distinguem-se os cus Saint-Chignan e Faugères

Costières de Nimes
Tintos, Brancos e rosés


VDN – Vinhos doces naturais

São vinhos ricos em açúcar e álcool. São sobretudo brancos podendo ser tintos. São vinhos de longa guarda, ganhando com o tempo uma cor ouro escurecida. Apenas os muscat devem ser bebidos na sua maioria jovens.

Banyulstintos e brancos
Banyuls Grand Cru - tintos (grenache)
Riverslatesessencialmente brancos
Muscat de Riversaltesbrancos
Maurytintos e brancos