

As grandes categorias
Os vinhos alemães repartem-se em duas grandes categorias:
1 - Tafelwein ou Vinhos de Mesa
2 - Qualitätswein
- Tafelwein
- Deutschertafelwein
Vinhos de mesa simples, do quotidiano, consumidos no local e oriundos de uma das 5 extensas regiões de tafelwein, sendo vinhos obtidos exclusivamente de uvas cultivadas na Alemanha
Nota: se o termo "Deutsch" não figurar no rótulo pode tratar-se de uma mistura de vinhos de diversos países da União Europeia lotados ou não com vinho alemão - Deutscher Landwein
São vinhos de mesa alemães de qualidade superior, regionais, secos ou meiuo secos, de uma das 19 regiões de Landwein, com um grau alcoólico mínimo de 8,5% e máximo de 15% e uma acidez mínima de 4,5gr/l
- Qualitätswein
De uma região delimitada e o seu lugar na hierarquia depende do açúcar natural do mosto
- Qualitätswein bestimmter Anbaugebiete (QbA)
São os vinhos provenientes de uma área delimitada. A chaptalização é autorizada mas o vinho é submetido a um controle do Estado. É a categoria que inclui a maior quantidade de vinhos alemães, provenientes de uma das 13 regiões (com 57 a 73 º oechlse) - Qualitätswein mit Prädikat (QmP)
É a categoria que inclui a melhor qualidade de vinho. A chaptalização é interdita e os açucares residuais só podem ser obtidos por interrupção dafermentação alcoólica. Em ordem crescente, e em função da riqueza em açúcar natural são os 6 Prädikat que figuram nos rótulos.
Kabinett
Aplica-se a vinhos ligeiros obtidos a partir de uvas que atingiram a sua completa maturidade. De 70 a 81ºOechsle.
Spätlese
( vindima tardia)
A vindima faz-se no mínimo sete dias após a estação normal. São vinhos mais intensos em aroma e concentração, mas não necessariamente doces. De 76 a 91ºOechsle
Auslese
(vindima seleccionada)
Variante da categoria precedente, com um tratamento muito particular com os bagos. Os vinhos são geralmente doces. De 76 a 91ºOechsle
Beerenaulese
(vindima de bagos seleccionados)
Selecção de bagos antes de atingirem um estado de sobrematuração e de podridão nobre. Excelente qualidade. De 110 a 125º oechsle
Trockenbeerenauslese
O vinho é produzido a partir de uma selecção de bagos que atingiram o estado de podridão nobre, sendo pisados naturalmente com o pé. São vinhos frequentemente extraordinários com mais de 150 ºoechsle.
Os Eiswein - são os vinhos de gelo elaborados exclusivamente com uvas geladas (mínimo -7ºC) no momento das vindimas. O teor em açúcar é idêntico aos de Beerenauslese.
Apresentação
A Alemanha é sensivelmente o 6º país produtor de vinho do mundo em termos de produção.
A vinha foi introduzida pelos romanos e desenvolveu-se sobretudo no reinado de Constantino 1º e mais tarde sob o reinado de Charlemagne, enófilo reconhecido que possuía uma fortaleza em Ingelheim na Hesse Renane.
Mais tarde m 1872 á inaugurado o Instituto de Geisenheim, célebre pelas suas experiências científicas.
Actualmente existem grandes vinhos Alemães. Embora exista alguma mistura de sentimento duplo relativamente aos vinhos alemães: país de origem de alguns dos mais aromáticos e puros vinhos brancos, e por outro lado um país de vinho branco produzido em massa, levemente doce e de baixa qualidade.
Algumas vinhas na Moselle e Rheingau figuram entre as mais impressionantes do mundo. O ecossistema vitícola alemão é mais propício à cultura das castas brancas, com uma produção de 80% em vinho branco, mas fazem-se também excelentes vinhos tintos.
Por outro lado sabe-se que os alemães são grandes consumidores de cerveja e os grandes vinhos alemães representam ainda uma pequena percentagem na exportação.
Castas
Com cerca de 100 000 hectares de vinha, 81% desta área está plantada com castas brancas e somente 19% com castas tintas. Por contraste o rácio mundial entre o cultivo de castas brancas e tintas é quase o oposto.
Se num rótulo aparecer o nome da casta isto significa que o vinho é obtido a partir de um mínimo de 85% dessa casta.
Brancas
Riesling- é a mais fina e conhecidas das castas brancas alemãs 22%
Müller Thurgau – actualmente a mais extensamente plantada – 24% da área. É um cruzamento de Riesling x Sylvaner, criado em 1882 na Alemanha pelo Professor Müller, de Thurgau na Suiça.
Sylvaner – 7%
Kerner – cruzamento de Trollinger (t ) x Riesling – 7%
Scheurebe – outro cruzamento Sylvaner x Riesling – 3%
Rülander ou Grauburgunder – É a Pinot Gris – 2%
Bachcchus
Gutedel
Elbling
Tintos
Spätburgunder – é a Pinot Noir – 7%
Portugieser
Trollinger – praticamente cresce somente em Württemberg, originária do Tirol
Regiões
São 13 as Regiões ou Gebiet claramente delimitadas.
Estas estão repartidas em 34 distritos (sub-regiões) ou bereich, os quais se subdividem em 152 grandes zonas vitícolas ou grosslage que estão por sua vez também divididas, e finalmente em 2 600 lugares ou crus chamados einzellage.
Os vinhos alemães são produzidos numa zona que se estende do Lago de Constância às regiões do Reno e seus afluentes, até ao Reno Central no Norte.
Na reunificação da Alemanha em 1989 duas regiões vitícolas juntaram-se a Este: Sachsen e Saale-Unstrut.
As regiões são:
Ahr
Mittelrhein
Mosel-Saar-Ruwer
Rheingau
Nahe
Rheinhessen
Rheinpfalz
Franken
Hessische-Bergstrasse
Württemberg
Baden
Saale-Unstrut
Sachsen
Regiões vitivinicolas Alemãs
AHR – com cerca de 515 hectares é a mais setentrional das vinhas alemãs ocidentais e uma das mais pequenas. Cultivam-se aqui essencialmente as castas tintas, Spätburgunder, e algumas brancas como Riesling. São vinhos de consumo local, dos quais Adeneuer é um dos mais importantes produtores da região.
MITTELRHEIN – com cerca de 700 hectares a vinha estende-se sobre 100 km nas duas margens do Reno. É uma bela região de precipícios e vinhas em terraços, castelos medievais e uinas. Bacharach é a vila vitícola mais importante. Vinhos para consumo local com Riesling e Kerner principalmente. Entre os bons produtores referencia-se August Peril, Lorenz e Klaus Wagner.
MOSEL-SAAR-RUWER – tem cerca de 12 500 hectares. Aqui encontram-se em terrenos de grande declive e xistoso algumas das mais belas e mais importantes vinhas do país. Cultiva-se essencialmente Riesling, Müller Thurgau e Elbling. Esta região produz dos mais belos e melhores vinhos feitos à base de Riesling da Alemanha, como o sejam o remarcável Wiltinger Braune Kupp Spätlese e o Scharzofberg. Outro vinho fantástico e caro é o excelente Berncasteler Doctor Rieling do Domaine Wegeler-Deinhard.
RHEINGAU – é a região mais central da Alemanha e a casa das famílias mais antigas ligadas ao vinho. Tem 3100 hectares desde Hoccheim até Lorch perto do vizinho Mittelrhein. Foram os "Rheingauers" os primeiros a reconhecer o valor da "Botritys Cinérea" e do Spätlese. O termo "kabinnet" foi originado aqui. O Riesling desenvolve perfeição, nobreza e elegância e um excelente bouquet, exprimindo-se desta forma devido às condições ideias nomeadamente, encostas expostas a sul, solos de xisto, argila, graves e sobretudo um clima excepcional com fraca pluviosidade. As boas casas são, entre outras, Schloss Johanisberg, Robert Weil, August Eser, etc.
NAHE – predominância da Riesling, Sylvaner e Müller Thurgau. Tem 4 600 hectares e as empresas mais conhecidas são Von Plettenberg, Paul Anheuser, Egon Anheuser.
RHEINHESSEN – com 25 000 hectares cultivam-se as principais castas, nomeadamente, Riesling, Sylvaner, Müller Thurgau e Spätburgunder mais Portugieser para os tintos. Muito frequentemente os vinhos são do tipo meio-seco. É em Worms, no sul que nasceu o famoso Liebfraumilch. Actualmente este vinho é também elaborado em Pfalz, Rheingau e Nahe. Este vinho é adocicado com um mínimo de 51% de uvas de Sylvaner, Riesling ou Müller Thurgau e 49% de outras castas autorizadas. Dos produtores mais significativos há que referir Deinhard, Sichel, Louis Guntrum, Valckenberg, Gustav Adolf Schmitt e Anton Balbach.
RHEINPFALZ – É a região que produz mais vinho. Delimitada a norte pela Rheinhessen e a sul pela fronteira Franco-Alemã, a vinha com 23 000 hectares estende-se por 80 km. Produz-se Riesling, Müller-Thurgau, Kerner, Sylvaner e Morio-Muskat, também Portugieser para os tintos. O termo "Pfalz" é uma derivação de "Palast", ou palácio e vem do latim "Palatium", daí dizermos Palatinado.
FRANKEN – Würzburg é a principal cidade de Franken e a casa da famosa vinha Stein, que deu origem ao termo genérico Steinwen, formalmente usado para conotar todos os vinhos de Franken. Tradicionalmente, a maior parte dos vinhos de Franken são engarrafados numa garrafa chamada Bocksbeutel. O vinho de Franken é o mais masculino dos vinhos Alemães, frequentemente mais secos do que os das outras regiões. Müller Thurgau e Sylvaner são as castas mais plantadas.
HESSISCHE BERGSTRASSE – os vinhos são consumidos localmente com ênfase nos Riesling e Müller Thurgau.
WÜRTTEMBURG – É a maior região de vinhos tintos na Alemanha com aproximadamente metade das vinhas plantadas em tinto, Trollinger, Spätburgunder, Portugieser e para os brancos são a Riesling, Müller Thurgau, Kerner e Sylvaner. A maior parte destina-se a consumo local.
BADEN – É a região Alemã mais meridional. 23% das vinhas estão plantadas com Spätburgunder e o resto em branco. Um vinho rose muito popular aqui é o spätburgunder weissherbst.
SAALE-UNSTRUT – É a mais setentrional com ênfase nos vinhos brancos.
SACHSEN – É a região mais oriental. Os vinhos são consumidos localmente com brancos à cabeça, tintos ligeiros e "Elbtal-Seckt".
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