sábado, 6 de dezembro de 2008

A Austrália

HISTORIA E GENERALIDADES

Os primeiros colonos que chegaram à Austrália, em 1788, já levavam videiras na sua bagagem, com a intenção evidente de as plantar e reproduzir no quinto continente o modelo vitícola europeu.
Quinze anos mais tarde, a Sidney Gazette publicava um artigo intitulado «Sistema para plantar um vinhedo».
Mas foi um escocês, James Busby, quem criou o conjunto ampelográfico australiano, importando em 1832 mais de 400 variedades de Vitis Vinífera, (vide mediterrânica ou europeia).
Hoje o vinhedo australiano cultiva com êxito todas essas uvas: Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot e Syrah, nas tintas e Chardonnay, Riesling e Sémillon, entre as brancas.
Todas se adaptaram perfeitamente aos vinhedos australianos e nalguns casos, inclusive, como a Syrah ou a Sémillon, desenvolveram características próprias susceptíveis de produzir vinhos surpreendentes e de qualidade extraordinária.

Os britânicos estabelecidos a norte de Sidney, plantaram as suas vinhas no rico vale de Hunter, enquanto que os alemães se reuniram na zona de Adelaide, no Vale de Barossa. Entre estes dois enclaves situa-se o eixo da vitivinicultura australiana.

Os vinhedos do estado de Nova Gales do Sul, no Hunter Valley, ostentam a glória dos pioneiros, ao ser este lugar o primeiro onde se criou uma estrutura vitivinícola, hoje bem desenvolvida.
Em Sidney,, no mesmo lugar onde se encontra o Jardim Botânico, esteve situado o viveiro de James Busby.

Em 1886, quando Hubert de Castella publicou o seu artigo sobre «O vinhedo de John Bull», já aparecia citado – entre as zonas vitícolas australianas mais apreciadas – o estado de Nova Gales do Sul.

Tratavam-se naturalmente, de vinhos generosos, fortemente alcoolizados, mas obtiveram medalhas em feiras vitorianas.

Em 1875, a filoxera começou a devastar o vinhedo australiano. No entanto, Nova Gales do Sul conseguiu sobreviver.

No início do século XX os melhores vinhos foram desaparecendo para deixar só as mais grosseiras imitações dos vinhos generosos. As uvas de grande rendimento substituíram as variedades nobres em muitos vinhedos, estendendo-se as terras cultivadas às zonas mais quentes que praticavam a agricultura de regadio.

A superfície total é de 98 000 hectares, com cerca de 7 000 000 hl.
A vinha está plantada quase a 100% na Austrália Sudeste. A irrigação é uma constante e desde o final do século XIX, vastas operações foram levadas a cabo para transportar água a zonas quase desérticas ( canalizações, barragens, etc.)

Foi a partir da década de 60 que se iniciou a reorganização da viticultura e a descoberta mundial dos vinhos australianos que teve lugar a partir dos anos 80.
Actualmente a Austrália possui das melhores escolas de enologia no mundo com especial relevo para a microbiologia da fermentação, sendo os seus enólogos dos mais requisitados um pouco por todo o mundo.

Legislação

A regulamentação prevendo um sistema de indicações geográficas viu a luz do dia em 1993, mas a noção de marca prevalece na Austrália.

A menção CAW (Certified Appelation Wine), está sujeita a um controle qualitativo, mas os vinhos comercializados pelas grandes casas são sobretudo varietais e muitos provenientes de misturas de diferentes regiões.

Se a casta aparece no rótulo o vinho deve ser elaborado com um mínimo de 85% dessa casta, respeitando-se o mesmo principio se o nome duma região é mencionado.

O contra-rótulo indica frequentemente menções obrigatórias como sejam o conteúdo, percentagem alcoólica, morada do engarrafador, etc. .. mas também informações ao consumidor, castas, método de elaboração, etc.

Relativamente a esta matéria, rótulos, existe o "Programa de Integridade do Rótulo".
Muitos vinhos apresentam a sigla BIN que significa LOTE, do Inglês to Bin, ou dispor garrafas em lotes numa adega.


CASTAS

Brancas

Chardonnay – é a mais importante
Sémillon
Riesling (Rhine Riesling)
Sauvignon
Chenin Blanc
Muscat d'Alexandria - vinhos de sobremesa

Tintas

Shiraz – sinónimo do ilustre Syrah do Ródano, é a mais representativa. É bastante utilizada em lote com o Cabernet
Cabernet Sauvignon
Grenache
Merlot
Pinot Noir



Regiões


A Austrália está dividida em 7 estados:

  • Austrália Ocidental
  • Austrália do Sul
  • Nova Gales do Sul
  • Victória
  • Tasmânia
  • Territórios do Norte
  • Queensland


Austrália Ocidental


Os vinhedos da Austrália Ocidental cobrem cerca de 2000 hectares, que em termos globais corresponde a cerca de 2% da produção total nacional.
Apesar disso os seus vinhos são bastante mais importantes do que aquilo que estes dados possam representar.


A maioria dos vinhedos concentram-se no fundo dos vales e ao longo da costa, mas também existem vinhedos em zonas mais montanhosas.
Os vinhedos assentam sobre um solo aluvial castanho ou castanho claro, frequentemente bastante arenoso e com algum cascalho.


As regiões costeiras têm um clima marítimo, ao passo que as zonas do interior e setentrionais são mais quentes e secas.


Variedades Viníferas – castas
As variedades nobres cultivam-se em toda a região.

Em tintas, predominam as variedades Cabernet Sauvignon, seguida da Merlot,da Shiraz, Pinot Noir e Malbec. A

s uvas brancas também oferecem variedade com a Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Sémillon e Chenin Blanc.


Também estão presentes outras variedades, sobretudo no Swan Valley a Moscatel, a Verdelho e a Muscadelle.


Regiões Vinícolas

- Swan Valley junto à cidade de Perth, nas margens do rio Swan. A importância vinícola da região iniciou-se depois da Primeira Guerra quando um grande número de jugoslavos emigrou para Perth e para a Ilha Norte (Nova Zelândia). Desde logo revelaram ser bons viticultores e consumidores dos vinhos que produziam. A meio da década de cinquenta, uma praga (nematóides) causou enormes problemas na vinha – comia a raízes. Essa praga deveu-se à deficiente drenagem dos solos e às elevadas temperaturas da região. No vale as temperaturas são elevadíssimas, traduzindo-se por vezes como das mais altas da Austrália. Por outro lado a humidade é baixa, devido à escassez de precipitação. Estas condições são favoráveis à obtenção de vinhos generosos fortificados.


- Lower Great Southern Region É a região mais a sul da Austrália Ocidental. As primeiras vinhsa foram plantadas em 1966 em Forest Hill, perto de Mount Baker, por viticultores vindos de Vale de Swan. A maioria dos vinhedos da região localiza-se em subsolos de argila impermeável, que impede a drenagem. Esta região divide-se em 3 sub-zonas: as colinas de Denmark, o Mount Baker e os vinhedos do rio Frankland. As temperaturas das zonas de Mount Baker e do rio Frankland são as mais frias de toda a Austrália Ocidental.


- Margaret River Encontra-se a sul de Perth, no extremo sudeste da Austrália. É a mais povoada e melhor organizada (aqui se utilizou pela primeira vez a DO). A fama deve-se a um grupo de médicos da região, que elaboraram um estudo em que se comparava a área a Bordéus, chegando à conclusão que a região oferecia características muito semelhantes quanto ao crescimento da videira, inclusivamente com a vantagem de não estar sujeita às geadas primaveris, beneficiando de um sol estival mais seguro, menor risco de granizos ou chuvas excessivas durante a época de maturação. Apesar disto tudo existe um senão: o vento. As brisas marítimas refrescam as videiras, mas a zona costeira é fustigada por vendavais carregados de sal proveniente do oceano Indico, inconveniente que afecta o amadurecimento da Chardonnay e da Merlot, ficando o solo ressequido, sendo necessário por vezes, utilizar sistemas de irrigação. Apesar disso a qualidade dos vinhos desta região é exemplar. Elaboram-se extraordinários tintos à base de Pinot Noir e Cabernet Sauvignon e brancos de Chardonnay, assim como atractivos vinhos de Sémillon e até Sauvignon e até um Porto Reserva.


- Southern Coastal Plain Aglutinam-se vinhedos dispersos com grandes diferenças climáticas. O denominador comum em toda a região é o solo. Todos os vinhedos têm o mesmo tipo de solo, composto de pó fino que recebe o nome de tuart sand , designação que está relacionada com eucaliptos típicos da zona. Estas árvores oferecem uma defesa eficaz contra a invasão das aves migratórias, pois a sua alimentação predilecta são os rebentos prematuros da flor do eucalipto, poupando assim as uvas doces. Estes solos de pó fino costuma ser de areia ou de seixos e os subsolos são de margas argilosas. Têm capacidade de reter água, pois frequentemente a rega é necessária o que permite ao viticultor uma grande flexibilidade de manobra.
- Perth Hills a natureza montanhosa dos vales cria microclimas muito diferentes, as brisas marítimas sopram das escarpas da cordilheira e fazem baixar as temperaturas diurnas, mas o ar quente faz com que a temperatura não baixe excessivamente durante a noite.


Austrália do Sul ou Austrália Meridional


Quando se fala de vinhos da Austrália, há que pensar em alguns dos melhores Cabernet e Syrah do mundo. A fama mais merecida têm-na os vales quentes como Barossa, mas actualmente alguns viticultores apostam nas colinas dos arredores e regiões mais frias, como Coonawarra e Pathaway.


Os emigrantes alemães plantaram o primeiro vinhedo do estado de Austrália Meridional quando fugiam da perseguição religiosa da Silésia, entre os anos quarenta e cinquenta do século XIX. As plantações começaram em Barossa Valley, e actualmente muitos dos seus descendentes prosseguem o trabalho empreendido pelos antepassados.
A Austrália Meridional possui uns 28 000 hectares de vinha – que representa cerca de 45 % do total do vinhedo australiano.


Clima, Solo e Uvas
A água é uma preocupação constante para a Austrália. A carência em água faz com que uma boa parte do país seja um autêntico deserto.
As únicas regiões do Sul que dispõem de água suficiente são o extremo meridional e Coonawarra, que inclusivamente a têm em excesso. Porém em traços gerais a Austrália Meridional possui uma boa provisão hídrica graças ao Rio Murray. O clima da região é instável: frio em zonas como Adelaide e Coonawarra, e quente e seco em Barossa. O solo é uma mistura de marga arenosa, vermelha, argilas e terras vulcânicas. Nas uvas tintas predominam as variedades Syrah, Cabernet Sauvignon e Grenache. Nas brancas a Riesling, Chardonnay e Gewurztraminer, a Sauvignon Blanc e a Sémillon são as mais cultivadas, juntamente com a Palomino e a Pedro Ximenez (típicas de Jerez, Espanha).


Principais regiões vitivinícolas
O estado compõe-se de sete regiões principais. O destaque vai para Barossa Valley, onde estão sediadas as empresas mais importantes, como Penfolds, Orlando, Seppelt, Wolf Blass e Yalumba. Adelaide Hills, oferece uma encruzilhada de vinhas com clima fresco. Em direcção a Norte, encontra-se a meseta de Clare conhecida pelo seu Riesling. A sul a Southern Vales onde está Hardy e umas cinquenta outras empresas. Mais a sul está Langhorne Creek, que proporciona a maior parte das uvas tintas às propriedades de Barossa. A sudoeste estão Coonawarra – a região australiana mais importante quanto a tintos – e Padthaway, que adquiriu fama com os seus vinhos brancos de Chardonnay.

  1. Coonawarra Esta região a cerca de 400 km a sudoeste de Adelaide caracteriza-se pelo clima severo, de invernos rigorosos e verões abrasadores. Possui uma terra vermelha muito característica (terra Rossa) que cobre um subsolo de pedra calcária. São os vinhedos mais Meridionais e, portanto os mais frios da Austrália. As condições climáticas especiais e os solos de Terra Rossa converteram Coonawarra numa das regiões mais procuradas para o cultivo da vinha. Coonawarra tornou-se famosa pelos tintos de Syrah, mas o verdadeiro êxito conseguiu-o com o Cabernet Sauvignon, hoje a variedade dominante. Em brancos domina a Riesling , seguida da Chardonnay, em clara progressão.
  2. Padthaway pequena zona que se estende a uns 60 km a norte de Coonawarra é uma região relativamente jovem no cultivo da vinha. A sua terra está algo encharcada para o cultivo da vinha, sendo que a sudoeste existe uma bolsa de cristas calcárias que oferecem boas condições para o cultivo da vinha.
  3. Clare Valley Região com belas condições para o cultivo da vinha. Embora o seu clima seja um dos mais extremos – um dos índices mais baixos de precipitação da Austrália – a produção de brancos aromáticos e firmes e de alguns tintos elegantes é desconcertante. Isto deve-se à altitude, já que nenhum dos seus vinhedos se encontra abaixo dos 400 m. Além disso, as brisas marítimas refrescam o vinhedo e a crista montanhosa de oeste protege os vinhos dos frios e húmidos ventos. Obviamente que também aqui a irrigação é essencial. É uma região onde se pode encontrar um elegante Riesling como um dos Syrah mais concentrados da Austrália, «Portos», ou um «liqueur Tokay» de qualidade excepcional.
  4. Barossa Valley Uma das regiões mais conhecidas da Austrália. O próprio vale de Barossa possui um clima quente e tem que recorrer à rega por aspersão nos verões áridos. Os solos desta região são variados, desde que a marga pesada até à areia leve e alguns necessitam de cal para contrariar a acidez. Muitas das grandes adegas australianas agrupam-se em redor de Nurioopta, Tamunda e Angaston.
  5. Adelaide Hills e Southern Vales A primeira situa-se junto a Adelaide e a segunda mais a sul. Aqui produzem-se alguns dos brancos e tintos de maior qualidade da Austrália. Em Adelaide encontra-se o famoso vinhedo de Magill, propriedade do grupo Penfolds.
  6. Riverland encravada a nordeste de Adelaide, produz principalmente vinhos de mesa, embora também vinhos de Jerez, aguardentes de vinho e alguns brancos e tintos de variedades nobres.


Nova Gales do Sul


A Nova Gales do Sul é o berço do vinho australiano, embora apresente duas zonas claramente diferenciadas: a norte na área de influência de Sidney, com os vinhedos de Lower Hunter Valley, Upper Hunter Valley e Mudgee (este último mais para o interior), e no centro, com o vinhedo de Murrumbridge.

  1. Hunter Valley É a região de vinhedos mais conhecida, existindo cerca de 30 adegas. Esta zona é completada pelo Upper Hunter Valley, havendo grandes extensões de Riesling, Sémillon e Chardonnay. Historicamente, foram os brancos secos de Sémillon que fundamentaram a fama de Hunter Valley. Também se elaboram tintos muito interessantes com a variedade Syrah. Mas devido ao esforço de Dr. Max Lake – cirurgião famoso – recuperaram-se as cepas de Cabernet Sauvignon, que aqui produzem vinhos de uma qualidade impressionante. O clima de Hunter Valley é muito quente no Outono. Contudo, as diferenças entre o dia e a noite prolongam o ciclo de maturação das uvas e favorecem a formação das suas melhores características aromáticas. A introdução de tecnologia moderna para controlar a temperatura das fermentações, o que aconteceu a partir da década de 60, melhorou consideravelmente as aguardentes e os vinhos pesados destas regiões, embora seja nos sistemas inovadores de poda e de condução (minimal prunning) que a viticultura australiana deu passos de gigante, criando a sua própria escola. Em Hunter Valley, há mais de 50 adegas. McWilliam’s Mount Pleasant, Hungerford Hill, Lindeman’s, The Rothbury Estate e Tulloch Wines são as maiores. Tyrrell’s Vineyards é muito conhecido e muito apreciado pelo seu Chardonnay, que causou furor a partir da década de 70.
  2. Mudgee Mais para o interior encontra-se o pequeno vinhedo de Mudgee. As águas do Cudgegong (rio) fertilizam os vinhedos situados em altitudes superiores aos 400 m. Os viticultores de Mudgee, têm ganho prestígio como inovadores e respeitadores do meio ambiente. A zona muito pequena, autentica os seus vinhos com um Certified Mudgee, que garante a proveniência dos vinhedos locais. É o mais parecido com as denominações de origem europeias e sem dúvida significa um passo em frente na organização anárquica dos vinhos australianos, onde somente o prestígio da marca e, muitas vezes, a especificação das variedades, informam o consumidor.
  3. Murrumbidge – Ainda mais para o interior, quase no centro geográfico de Nova Gales do Sul, a MIA (Área Irrigada de Murrumbidge), nutre-se das águas do rio do mesmo nome, distribuídas através de uma extensa rede de canais. A fertilidade do terreno contribui para que a produção seja considerável. De facto, a MIA é o maior produtor da Nova Gales do Sul. Nesta zona elaboram-se todos os tipos de vinhos, imitando sem qualquer pudor espumantes, Sauternes, Lambrusco, Porto e Xerez.


Vitoria


A região de Vitória, na Austrália, é uma das zonas vitícolas do Novo Mundo que foi reconhecido por ser uma das regiões que possuem melhor solo e clima para a obtenção de vinhos de qualidade.
Desde que a videira chegou à Austrália em 1834, proveniente da Tasmânia, Melbourne, situada a norte da baía de Port Phillip, destacou-se como um dos locais mais apropriados para o cultivo da vinha.

Os colonos suíços foram os primeiros que deixaram marcas nesta terra. A filoxera que entrou na Austrália por Geelong em 1875, devastou sistematicamente todas as vinhas do estado. A partir desse momento nasceu a nova Vitória até aos tempos actuais.


Solos, clima e variedades
Em linhas gerais, Vitória reparte-se por 3 tipos de solos: o Norte é composto por marga vermelha, no vale de Goulbourn predomina o quartzo aluvial e no Geelong o vulcânico. As regiões costeiras têm um clima marítimo mais fresco, que faz com que as uvas amadureçam lentamente, enquanto no Nordeste, com o clima quente se elaboram vinhos generosos. Os melhores vinhedos localizam-se em costas pronunciadas, orientadas a norte nas zonas de clima frio, o que permite um longo amadurecimento das uvas.

No estado de Vitória predominam as variedades tintas Syrah, Cabernet Sauvignon e Pinot Noir. As brancas são Chardonnay, Riesling, Gewurztraminer, Marsanne, Sauvignon Blanc e a Moscatel.
Os melhores vinhedos assentam em solos vermelhos de marga. São solos leves, pois têm a virtude de conservar a água necessária para que as videiras desenvolvam um amplo sistema radicular com raízes grandes e fundas. Elaboram-se vinhos licorosos, de sobremesa, os stickies (viscosos), entre eles os mais finos da Austrália, conhecidos por liqueur muscat e tokay.

  1. Gouldburn Valley os vinhedos desta região beneficiam de um clima bastante quente, especialmente os famosos vinhedos de Chateau Tahbilk (fundado em 1860), cujas cepas velhas produzem tintos muito saborosos e brancos de excelente nível. Os melhores brancos são elaborados com as variedades Marsanne e Sauvignon Blanc, fermentados em barrica. Nos tintos predominam o Pinot Noir e Cabernet Sauvignon.
  2. Geelong Situada a Oeste de Melbourne. Não sendo abundante de água, também os ventos frios do Antártico se cruzam com as grandes massas continentais, o que faz com que não haja demasiado calor. Solo de origem vulcânica. Geelong foi a zona principal e mais antiga onde assentaram as primeiras vinhas do estado, graças à colonização dos vingnerons suíços que impuseram os seus conhecimentos na elaboração de vinhos de clima frio.
  3. Vitória Central dividida em:

Great Western região produtora de Chardonnay e espumantes. Também são conhecidos os vinhos brancos enriquecidos com álcool, tipo sherry, e os tintos secos elaborados com Cabernet Sauvignon e Syrah
Pyrenees Especialmente vinhos brancos frescos, espumantes de qualidade e aguardentes de vinho.
Bendigo Semelhante a Pyrenees mas mais quente. Os seus melhores vinhos são tintos

4. Yarra Valley renascida na década de 70, de tipologia orográfica complexa, com encostas que oscilam entre os 50 a 400 m. Os solos mais arenosos e argilo-calcários, até terra vulcânica de vermelho intenso, fértil e funda. Os vinhos Chardonnay bem ao estilo chablis. Devido às condições húmidas de armazenamento, produzem-se vinhos doces de Botrytis. Os tintos são bastante cotados, à base de Pinot Noir e Cabernet Sauvignon. Nesta região foi criado o melhor espumante da Austrália, graças à implantação em 1988 da firma Moët & Chandon, com o seu Domaine Chandon.

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