
Apresentação Histórica
Todas as crianças da África do Sul aprendem na escola que Van Riebeeck chegou à África do Sul em 1652. A razão da viagem deste senhor holandês foi fundar uma estação de aprovisionamento no Cabo da Boa Esperança para providenciar comida e bebidas frescas para a esquadra de comerciantes da Companhia Holandesa do Este da Índia nas suas viagens para a Índia.
Uma das primeiras coisas que Van Riebeeck e a sua tripulação fizeram foi construir um forte e plantar uma horta. Uma vez que estas começaram a crescer, em 1655, os primeiros colonos plantaram uma vinha. Em 2 de Fevereiro de 1659 a sua paciência foi compensada quando o primeiro vinho feito de castas do Cabo surgiu. Coroado de sucesso, os lavradores começaram a plantar vinhas numa grande escala.
Eles estavam entusiasmados mas infelizmente tinham muito a aprender e tiveram algumas contrariedades. Quando Simon Van der Stel, chegou em 1679, este novo governador, um expert em viticultura e enologia, plantou um vinha na sua quinta, Constantia, que ficou conhecida por produzir vinhos famosos.
Uma valiosa contribuição e influência francesa foram os Huguenots, religiosos refugiados que se instalaram no Cabo Ocidental. A sua cultura e habilidade na arte de fazer vinho deixou na indústria vitivinícola e vidas locais.
Q qualidade tornou-se um problema com o mercado exportador durante o século XVIII. Algumas das pipas para a exportação de vinho eram usadas para transportar carne salgada e logicamente os mercados europeus e do médio oriente não se mostraram muito entusiásticos.
A ocupação britânica no Cabo e a guerra com a França na primeira metade do século 19 melhoraram as coisas de alguma forma. Mas, a chegada da filoxera pôs ponto final na esperança de muitos lavradores que abandonaram a vinha em favor das avestruzes.
A ordem foi restabelecida em 1918 com a fundação duma organização chamada Winjnbouwers Vereniging van Zuid_afika Beperkt – KMW resumindo. Esta entidade legislou a fundação da actual florescente indústria vinícola, marketing e exportação dos vinhos Sul-Africanos.
Todas as crianças da África do Sul aprendem na escola que Van Riebeeck chegou à África do Sul em 1652. A razão da viagem deste senhor holandês foi fundar uma estação de aprovisionamento no Cabo da Boa Esperança para providenciar comida e bebidas frescas para a esquadra de comerciantes da Companhia Holandesa do Este da Índia nas suas viagens para a Índia.
Uma das primeiras coisas que Van Riebeeck e a sua tripulação fizeram foi construir um forte e plantar uma horta. Uma vez que estas começaram a crescer, em 1655, os primeiros colonos plantaram uma vinha. Em 2 de Fevereiro de 1659 a sua paciência foi compensada quando o primeiro vinho feito de castas do Cabo surgiu. Coroado de sucesso, os lavradores começaram a plantar vinhas numa grande escala.
Eles estavam entusiasmados mas infelizmente tinham muito a aprender e tiveram algumas contrariedades. Quando Simon Van der Stel, chegou em 1679, este novo governador, um expert em viticultura e enologia, plantou um vinha na sua quinta, Constantia, que ficou conhecida por produzir vinhos famosos.
Uma valiosa contribuição e influência francesa foram os Huguenots, religiosos refugiados que se instalaram no Cabo Ocidental. A sua cultura e habilidade na arte de fazer vinho deixou na indústria vitivinícola e vidas locais.
Q qualidade tornou-se um problema com o mercado exportador durante o século XVIII. Algumas das pipas para a exportação de vinho eram usadas para transportar carne salgada e logicamente os mercados europeus e do médio oriente não se mostraram muito entusiásticos.
A ocupação britânica no Cabo e a guerra com a França na primeira metade do século 19 melhoraram as coisas de alguma forma. Mas, a chegada da filoxera pôs ponto final na esperança de muitos lavradores que abandonaram a vinha em favor das avestruzes.
A ordem foi restabelecida em 1918 com a fundação duma organização chamada Winjnbouwers Vereniging van Zuid_afika Beperkt – KMW resumindo. Esta entidade legislou a fundação da actual florescente indústria vinícola, marketing e exportação dos vinhos Sul-Africanos.
As castas
As castas da África do Sul foram originalmente importadas da Europa e frequentemente enxertadas em porta enxertos Americanos.
Os viticultores sul africanos desenvolveram 6 cruzamentos reconhecidos internacionalmente, sendo o mais conhecido o Pinotage, um cruzamento de Pinot Noir e Hermitage (Cinsault). Os outros 5 são todos variedades brancas – Chenel (Chenin Blanc x Trebbiano) Weldra, Colomino, Grachen e Follet.
Hoje em dia nenhuma casta pode ser importada sem a autorização do Vine Improvement Board.
Castas Brancas
Chenin Blanc (Steen)
Sultana
Colombard
Palomino
Muscat de Alexandria (Hanepoot)
Cape Riesling
Chardonnay
Emerald Riesling
Sauvignon Blanc
Muscadel
Clairette Blanche
Castas Tintas
Pinotage (Pinot Noir x Hermitage)
Cabernet Sauvignon
Cinsaut (Hermitage)
Gamay
Merlot
Red Muscadel
Pinot Noir
Shiraz
Souzão
Tinta Barroca
Zinfandel
Legislação
Um selo oficial numa garrafa de vinho Sul Africano certifica que foi classificado e garantido pelo Wine & Spirit Board.
Este sistema de classificação "Wine of Origin" foi introduzido por legislação em 1973.
Regiões
Em 1973, as áreas de crescimento da vinha foram divididas em regiões oficiais, distritos, Wards e Estates.
Este portfólio mostra a localização de mais de 90 estates, 70 cooperativas e quase 100 empresas operadas por aproximadamente 4 700 quintas activas as winelands do Cabo.
Constantia
Durbanville
Franschhoek
Karoo
Olifantsriver
Orangeriver
Paarl
Robertson
Stellenbosch
Swartland
Tulbagh
Worcester
As quintas de Groot Constantia, Klein Constantia, Buitenverwachting, Constantia Uitsig e Steenberg constituem a actual ward de Constantia. As três primeiras faziam já parte da propriedade de Van der Steel
Groot Constantia conheceu o apogeu da sua celebridade durante o século 19, quando a família Cloete produziu um vinho de sobremesa, muito apreciado pelos imperadores, reis e aristocracia da Europa.
Durante a sua estadia no exílio em Santa Helena, Napoleão aprovisionou vinho de Constantia.
O clima e os solos são considerados como os mais propícios à viticultura na África do Sul. As uvas beneficiam da sombra da montanha no período da tarde, a frescura das brisas marítimas provenientes de False Bay torna mais lento o processo de maturação das uvas e as precipitações abundantes tornam qualquer irrigação supérflua.
2 – Durbanville Encostas verdes e brisas
Durbanville, onde o vinho foi pela primeira vez feito hà 280 anos, repousa nas colinas ao nordeste da cidade do Cabo.
A expansão urbana engoliu muitas quintas à volta da vila original de Durbanville, mas 5 wine estates sobreviveram e actualmente vinhos numa grande variedade de estilos.
Esta área é especialmente conhecida para tintos a partir de castas nobres.
A maior parte das vinhas estão situadas em encostas. As brisas do Atlântico, somente 15 km para oeste, e False Bay para o sul refresca as vinhas no Verão e mantém-se secas, como prevenção a fungos e doenças.
3 – Franschhoek O orgulho dos Hugenots
A cidade foi fundada pelos Hugenots franceses, que começaram a chegar ao Cabo em 1688 após fugirem de perseguições religiosas em França.
Eles trouxeram com eles uma cultura baseada na tradição vinha, e muitos deles assentaram neste vale. Um monumento e um museu no fim da rua principal honra a sua contribuição, e muitos dos descendentes são nomes bem conhecidos na indústria vinícola bem como em outras actividades da vida sócio-cultural.
Muitas das quintas e estates foram concedidas aos Hugenots por volta do século 17, e ainda conservam os nomes originais franceses.
Alguns dos melhores vinhos de qualidade provêm desde vale, incluindo brancos secos e com madeira, cabernets sauvignons encorpados, shiraz e pinot noir, e uma gama de espumantes.
4 – Karoo Região de néctar e de contrastes
A região tem a forma duma longa banda estreita, é semi árida, caracterizada por temperaturas estivais elevadas e precipitações pouco abundantes. A maior parte das vinhas estão plantadas em terrenos de aluviões (depósito argiloso ou saibroso que as águas deixam quando se escoam) e dependem da irrigação.
O Pequeno Karoo produz alguns dos vinhos licorosos Sul Africanos mais reputados, nomeadamete o Moscatel de Montagu e os "Portos" de Calitzdorp e de De Rust. Ao longo destes últimos anos os produtores alargaram a sua gama incluindo castas nobres como o Chardonnay e o Merlot. O Chenin Blanc com a sua elevada acidez e o seu gosto frutado natural está também bem adaptado a um clima quente.
5 – Olifantsriver Faixa Verde
O rio dos elefantes tem a sua fonte nas montanhas à volta de Ceres e lança-se no Oceano Atlântico ao Norte de Lamberts Bay. O vale de Olifants River estende-se de Citrusdal até ao sul até Vredental. Algumas zonas são conhecidas pelo seu delicioso chá rooibosch (chá vermelho), um produto indígena.
Os verões são relativamente quentes e a pluviosidade fraca. A água de Olifants River, controlada apela barragem Clanwilliam é utilizada para irrigação. Os solos variam de arenosos a argilas vermelhas.
As vinhas estão concentradas no norte do distrito, embora uma das maiores cooperativas produtoras da região se encontre em Citrusdal.
Existe também um pequeno domaine em Cedarberg a 1500m acima do nível do mar, a mais alta cave da África do Sul.
Produzem-se sobretudo vinhos brancos e vinhos a granel destinado a ser destilado em aguardente.
6 – Orange River
O Orange, um dos grandes rios de África e os seus afluentes são o pivot da indústria vitícola nas regiões quentes e áridas do Cap do Nord e o Estado Livre.
Este distrito é celebre pelos seus diamantes e o "Grand Trou", uma antiga mina de diamantes a céu aberto, datando do início do século.
É tradicionalmente conhecido pelas suas uvas de Smyrne, acolhendo a Cave Cooperativa de Orange, a maior cooperativa da África do Sul e a seguda do Mundo. A produção consiste essencialmente em vinhos de sobremesa, bem como um limitado número de tintos.
7 – Paarl
Paarl é o Berço da KMW, a organização representativa dos viticultores Sul Africanos e o primeiro exportador local de produtos vitícolas.
AS 30 firmas vitícolas do distrito fundaram recentemente uma organização, (The Vintners), afim de coordenar esforços destinados a melhorar a qualidade e o marketing dos seus produtos.
O clima é do tipo mediterrânico, com longos verões quentes e precipitações invernais de 650 mm por ano.
Produz-se uma variada gama de vinhos, desde os brancos secos aos tintos niobres, sherries e portos, espumantes, licores e brandies.
8 – Robertson
Robertso tem 11 caves cooperativas, 12 estates e 4 produtores privados.
A região é formalmente conhecida como produtora de vinhos fortificados, vinhos doces e de sobremesa e vinho para destilação, embora recentemente se dedique também a bons brancos e tintos. Alguns dos melhores Chardonnay do país são elaborados aqui.
9 – Stellenbosch
A pitoresca cidade de Stellenbosch é uma herança do governador Simon van der Steel que a fundou em 1679. A cidade estende-se pelas margens do rio Eerste, no meio de um vale fértil, limitado a este pelos maciços de Simonsberg, de Jonkershoeck e Stellenboschberg e a oeste por Papegaaiberg.
Esta região conta com o maior número de domaines e produtores vitícolas do país, entre os quais se encontram alguns dos maiores nomes da indústria. Três dos mais importantes grossistas produtores estão na região – Stellenbosch Farmer’s Winery, Gilbeys e Distillers Corporation bem como as caves de Brandy van Rijn.
Um clima doce do tipo mediterrânico anual situando-se entre os 600 e 800 mm e uma grande variedade de solos forma um conjunto perfeitamente adaptado à produção de castas nobres. Perto de 300 vinhos diferentes e estilos variados são produzidos, de brancos a tintos varietais ou de lote passando por vinhos espumantes. Muitos deles conquistam regularmente as mais altas distinções aquando de concursos internacionais.
Aqui se encontra a universidade de Stellenbosch, a única do país que ministra cursos de viticultura e enologia. A KWV jogou um papel importante com a criação em 1955 dum instituto de microbiologia do vinho. Encontramos nos arredores o instituto de viticultura e enologia de Nietvoorbij dotado de caves e destilarias experimentais entre os mais modernos no mundo.
10 – Swartland A região do trigo e do vinho
Literalmente "região negra" devido à vegetação indígena que ganha uma cor negra no verão, está tradicionalmente consagrada à cultura do trigo.
Encontram-se mais silos de grãos que caves, mas esta região teve muito sucesso produzindo bons vinhos frutados e a bons preços pelo que a indústria vitícola se expandiu.
As temperaturas estivais podem ser elevadas, mas as brisas provenientes da costa atlântica têm um efeito refrescante. A chuva não é abundante mas as vinhas normalmente irrigadas com excepção das que se encontram nas margens do rio Berg.
Swartland tem 3 caves cooperativas e um domaine. Esta região é sobretudo reputada pelo seu Pinotage e outros vinhos tintos encorpados, bem como pelos seus "Portos".
11 – Tulbagh
A cidade de Tulbagh está situada no meio de um vale com o mesmo nome. Cultiva-se aqui trigo e frutos.
Os terrenos e microclimas variam consideravelmente e as temperaturas estivais podem ser elevadas. Um dos domaine foi pioneiro nas vindimas nocturnas.
Produz vinhos brancos, tintos, sherries e espumante.
12 – Worcester
A cidade é muito conhecida pelas suas escolas para cegos e surdos, bem como pelo seu museu agrícola ao ar livre onde os visitantes podem assistir a demonstrações de actividades agrícolas como a destilação da tradicional witblits (aguardente).
O distrito de Worcester, incluindo o vale de Hex é o maior produtor Sul Africano de vinho, contribuindo com cerca de 25% da colheita anual, bem como o maior produtor de brandy. A região tem 21 caves cooperativas, 3 caves independentes e 4 domaines, e ainda a cave de brandy da KWV, a maior do mundo.
A maior parte da produção é constituída por vinhos brancos e licoroso.
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