quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Itália - Vinhos e Regiões



Regiões de Itália


São 20 as regiões em Itália, incluindo as 2 ilhas, sendo de norte para sul:



  • Valle d’Aosta

  • Piemonte

  • Lombardia

  • Trentino-Alto Adige

  • Veneto

  • Friuli – Venezia Giulia

  • Liguaria

  • Toscana

  • Emília Romagna

  • Marche

  • Umbria

  • Lazio

  • Abruzzo

  • Molise

  • Campania

  • Puglia

  • Basilicata

  • Calabria

  • Sicília

  • Sardegna

1 - Valle d’Aosta
A viticultura desta região é caracterizada por uma produção muito limitada e pela elevada altitude da vinha que consentiu a classificação de "Vinho de Montanha".
Todas as DOC são precedentes da denominação regional "Valle d’Aosta" e os rótulos estão escritos também em francês, com base no bilinguismo. Predomina o vinho tinto obtido a partir da nebbiolo.



Castas
Tintas: nebbiolo, fumin, gamay, pinot Nero, etc.
Brancas: chardonnay, moscato bianco, blanc de Morgex, etc.



DOC
Valle d’Aosta ou Vallée d’Aoste com diversas sub-denominações geográficas e de variedades.

2 - Piemonte
A viticultura ocupa nesta região uma parte importante na economia piemontesa. A tradição vinícola, especialmente para o vinho tinto, remonta ao tempo dos romanos.
Em Piemonte a vinha encontra-se em colina. A casta mais difundida na região é a Barbera (50%), seguindo-se a Dolcetto, freisa e Grignolino. Mas a mais importante é a Nebbiolo que origina os grandes vinhos, substancialmente diferentes, é o pai dos mais famosos vinhos tintos piemonteses: Barolo, barbaresco, gattinara e outros.
Relativamente às castas brancas reina o Moscato bianco, da qual se obtém o Asti Spumante e o Moscato d’Asti.
O Asti Spumante é uma verdadeira pérola enológica, cuja produção ronda anualmente 80 milhões de garrafas.



Castas
Tintas: Barbera, dolcetto, freisa, grignolino, bonarda, brachetto, nebbiolo, pinot Nero, cabernet sauvignon, vespolina, etc. .
Brancas: moscato bianco, chardonnay, cortese, favorita, arneis, etc.



DOCG
Barolo, Barbaresco, Gattinara, Asti (ver lista enviada dos DOCG)
DOC
Piemonte, Monferrato, langhe, Lessona, Carema, Barbera del Monferrato, Barbera d’Alba, Colli Tortonesi, etc. (ver lista enviada dos DOC)



Grandes vinhos



Barolo
Zona de produção
Compreende as comunas de Barolo, Castiglione, Falletto, Serralunda d’Alba e em parte de Monforte d’Alba, Novello, La Morra, Verduno, Grinzane Cavour, Diano d’Alba, Cherasco e Roddi, todas na província de Cuneo.
Casta :Nebbiolo



Características organolépticas
Cor granada com reflexos alaranjados, excelente bouquet etéreo, amplo, notas florais, rosa, violeta, anis. Na boca revela-se seco, quente, de grande estrutura de taninos, encorpado e com grande final.
Álcool : 13% vol
Envelhecimento:
Mínimo 3 anos, dos quais mínimo de 2 em casco de carvalho, a partir do 1º de Janeiro seguinte à vindima.
Riserva:
Envelhecimento mínimo de 5 anos, a partir de 1 de Janeiro após vindima



Barbaresco
Zona de produção
Compreende as comunas de Barbaresco, Neive, Treiso, e parte de San Rocco Senodelvio e da comuna de Alba.
Casta :Nebbiolo



Características organolépticas


Cor vermelho granada, notas de baunilha, quente, encorpado e tânico.
Álcool : 13% vol
Envelhecimento:
Mínimo 2 anos, dos quais 1 ano mínimo em casco a partir de 1 Novembro da vindima.
Riserva:
Envelhecimento mínimo 4 anos a partir de 1 de Novembro do ano da vindima.


3 - Lombardia
A viticultura desta região remonta no passado com grande tradição. Na área que faz fronteira com Piemonte cultiva-se a casta Nebbiolo conhecida localmente como chiavennasca.



Castas
Tintas: Barbera, Cabernet Franc, Dolcetto, Pinot Nero, Marzemino, Nebbiolo, etc.
Brancas: Cortese, chardonnay, pinot bianco, trebbiano di soave, etc.



DOCG
Franciacorta (spumante),


DOC


Valtellina, Botticino, Lugana, etc…


4 – Trentino – Alto Adige
Cerca de 60% da produção total do vinho desta região são DOC, mas a característica principal reside na grande diversidade de vinhos. Existem brancos ricos em aroma, frutados e frescos, chardonnay, Müller –Thurgau e Gewürztraminer, rosés, tintos e vinhos de sobremesa.
Existem espumantes a partir da 2ª fermentação em garrafa como o DOC Trento, obtido a partir de chardonnay e/ou Pinot Bianco e/ou Pinot Noir.
No Alto Adige o espumante DOC toma o nome da região e é obtido da uva Pinot Bianco e/ ou Chardonnay com um mínimo de 70% mais o pinot Nero e pinot grigio que fazem a diferença.



Castas
Tintas: Teroldego, Caberner franc e sauvignon, marzemino, pinot Nero, etc.
Brancas: Pinot Bianco, Chardonnay, Kerner, Müller Thurgau, Riesling, Traminer, Veltliner, etc.



DOC
Alto Adige, Lago di Caldaro ou Caldaro, Valdadige, Trentino, Trento, Teroldego, Rotaliano, Sorni, Castelle



5 – Veneto
Veneto, região de sólida tradição vitícola, existe uma forte produção de vinho DOC, a mais numerosa em termos de quantidade. Os grandes vinhos são o Bardolino, o Soave, o Valpolicella, etc.



Castas
Tintas: barbera, cabernets, corvina veronese, marzemino, molinara, rondinella, etc.
Brancas: Bianchetta Trevigiana, Chardonnay, garganega, Durella, Prosecco, Verdiso, trebbiano di Soave, etc.



DOC
Bardolino, Bianco di Custoza, Valpolicella, Soave, Gambellara, Lessini durello, Colli Berici, Breganze, Prosecco di conegliano-valdobbiadene, etc.



6 – Friuli-Venezia Giulia
Com uma história milenar, sendo as castas mais marcantes e cultivadas com sucesso o Tocai Friulano, Verduzzo Friulano, Ribolla Gialla, Malvasia Istriana, Refosco e Picolit.



Castas
Tintas: Refosco dal pedúnculo rosso, refosco nostrano, terrano, cabernets
Brancas: Chardonnay, picolit, ribolla gialla, tocai friulano, verduzzo friulano, malvasia istriana, pinot bianco, etc.



7 – Liguria
Nesta região a produção de vinho é verdadeiramente escassa, mas a sua tradição é sólida. A casta mais cultivada é a Rossese, seguida da Vermentino e o Pigato, das quais se obtém os vinhos típicos e porta badeira da Liguria.



Castas
Tintas: Ciliegiolo, dolcetto, pollera Nera, rossese, sangiovese.
Brancas: Albarola, bosco, pigato, vermentino



DOC
Rossese di Dolceacqua, riviera ligure di ponente, cinque terre, colli di luni, collini di levanto.


8 – Toscana
A tradição vitícola nesta região remonta aos Etruscos, com 2500 anos de história prestigiada.
A viticultura é praticada somente na zona "Collinari" de encostas, onde o terreno é constituído por material de fácil erosão, que confere à paisagem a sua característica ondulada.
A Toscana é a rainha da Sangiovese, casta generosa e originária desta região que fez a fama dos viticultores locais. É a casta mais cultivada, com uma maturação tardia e é capaz de produzir grandes vinhos. O vinho com mais renome é o Chianti, criado pelo ministro Ricasoli, o Chianti emigrou e fez nome, especialmente na América, exportado em garrafa empalhada, o Fiasco.
Outro nome famoso em todo o mundo é o Brunello di Montalcino obtido a partir da Sangiovese (localmente conhecida por Brunello, que é o Sangiovese Grosso) e considerado um dos grandes vinhos tintos italianos.



Castas
Tintas: Canaiolo, ciliegilo, colorino, cabernet sauvignon, sangiovese, syrah, etc.
Brancas: ansonica, canaiolo bianco, greco, malvasia di candia, moscato bianco, trebbiano toscano, verementino, vernaccia di S. Gimignano.



DOC
Colli di Luni, Montecarlo, pomino, Elba, parrina, Montescudaio, etc.
DOCG
Brunello di Montalcino, Vino Nobile di Montepulciano, Chianti, Carmignano, Vernaccia di S. Gimignano, etc.



9 – Emília - Romagna
Esta região tem um dos rendimentos mais altos do mundo. Aqui se produz o mais clássico dos vinhos Emilianos – o Lambrusco. De raízes antiquíssimas, Labrusche ou Lambrusche como era chamado é originário da "vitis vinífera sativa" de origem selvagem.



Castas
Tintas: Ancellota, barbera, bonarda, fontana, lambrusco di sorbara, sangiovese, terrano, etc.
Brancas: Albana, malvasia di candia, montú, pignoletto, trebbiano romagnolo, chardonnay, etc.



DOC
Colli Piacentini, lambrusco di Sorbara, bosco eliceo, sangiovese di Romagna, romagna albana spumante
DOCG
Albana di Romagna


10 – Marche
A vitivinicultura de Marche está estritamente ligada à uva Verdicchio. O verdicchio dei Castelli di Jesi adquiriu notoriedade graças à forma de ânfora da garrafa.



Castas
Tintas: barbera, Ciliegiolo, lacrima, merlot, sangiovese, vernaccia Nero, etc.
Brancas: Verdicchio bianco, bombino bianco, malvasia di candia, passerina, pecorino, etc.



DOC
Verdicchio dei castelli di Jesi, lacrima di morro d’Alba, etc



11 - Umbria
A Umbria "o coração verde de Itália" do tempo dos Etruscos tem uma particular vocação para a cultura da vinha graças ao clima favorável e à pluviosidade bem distribuída. O vinho branco de renome é o Orvieto, mas actualmente vieram à ribalta dois grandes vinhos tintos, o Torgiano Rosso Riserva e o Sagrantino de Montefalco



Castas
Tintas: barbera, canaiolo Nero, montepulciano, sagrantino, sangiovese, etc.
Brancas: garganega, grechetto, verdello, verdicchio bianco, chardonnay, etc.



DOCG
Torgiano Rosso Riserva, Montefalco Sagrantino ou Sagrantino de Montefalco
DOC
Colli Altotiberino, Torgiano, Montefalco, Orvieto, etc



12 - Lazio
A região tem um clima constante e com terrenos predominantemente de origem vulcânica. A Lazio produz cerca de 90% de vinhos brancos, mais precisamente com Trebbiano toscano (45%), malvasia di candia (25%), malvasia bianca lunga (10%).



Castas
Tintas: Aleatico, barbera, montepulciano, sangiovese
Brancas: Bellone, trebbiano toscana, malvasia di candia, malvasia bianca lunga, etc.



DOC
ESt!ESt!!Est!!! di Montefiascone, vignanello, frascati, etc.


13 - Abruzzo
A viticultura actual contribui de maneira absoluta para a economia local, pois vive do turismo e onde as cadeias montanhosas representam quase 2/3 do território.



Castas
Tintas: Aglianico, Montepulciano, pinot Nero, sangiovese
Brancas: Bombino bianco, cococciola, malvasia toscana, passerina, etc.



DOC
Montepulciano de d’Abruzzo e Trebbiano d’Abruzzo



14 - Molise
A segunda região mais pequena de Itália, regista igualmente um dos rendimentos mais baixos por hectare de todo o território.



Castas
Tintas: Algianico, Montepulciano, Sangiovese
Brancas: Bombino bianco, falanghina, greco, trebbiano toscano



DOC
Biferno, Pentro



15 - Campania
Tem uma história cultural onde a gastronomia e o vinho têm um papel fundamental até ao nosso tempo.
A vinha tem uma origem antiquisssima, antecedente à época Romana.



Castas
Tintas: Aglianico, Montepulciano, barbera, primitivo
Brancas: Biancolella, falanghina, fiano, forastera, verdeca



DOCG
Taurasi



DOC
Falerno di Massico, Aversa, Solopaca, Greco di Tufo, vesúvio, capri



16 - Puglia
Região de alta vocação vitivinícola, sofreu influências da cultura grega em primeiro lugar e depois da Romana. É definida como a "Cantina de Itália" pela sua elevada produção. As castas cultivadas são maioritariamente as tintas (+80%), correspondentes às negroamaro e primitivo respectivamente.
Os vinhos brancos mais produzidos são o Locorotondo e o Moscato de Trani.



Castas
Tintas: Aglianico, negroamaro, primitivo, sangiovese, uva di troia
Brancas: Bombino bianco, fiano, greco, verdeca, trebbiano toscano.



DOC
Aleatico di Puglia, San Severo, orta nova, rosso di cerignola, castel del monte, locorotondo, etc.



17 - Basilicata
Teve grade influência grega, o Aglianico é a casta mais cultivada é de origem helénica. Desta casta produz-se o DOC Aglianico de Vulture.



Castas
Tintas: Aglianico, bombino Nero, montepulciano, sangiovese
Brancas: Bombino bianco, fiano, trebbiano toscano



DOC
Aglianico de Vulture



18 - Calabria
Com uma tradição enológica que se perde nos tempos e remonta à civilização grega. Actualmente as zonas mais interessantes para o cultivo da vinha estão localizadas na vizinhança do mar. A casta mais cultivada é o gaglioppo (+ de 80%) para as tintas e o greco bianco para as brancas. O vinho certamente mais conhecido é o Ciró, produzido nas versões branco, rose e tinto.



Castas
Tintas: gaglioppo, magliocco, nerello cappucio
Brancas: Greco bianco, guarnaccia, Trebbiano toscano



DOC
Polino, Donnici, Seavigna, Ciró, Melissa, Greco di Bianco

19 - Sicilia
Na Sicília, mais precisamente na província de Trapani, produz-se um dos mais famosos vinhos do mundo: o Marsala, ou vinho Marsala ou vinho de Marsala. Criado e lançado no mercado internacional pelo mercador inglês Woodhouse nos fiais de 1733, é um vinho de grande prestígio. Nos nossos dias, sobretudo por mérito de uma disciplina de produção mais rígida e com as ateções voltadas para a qualidade do produto, espera-se relançar a imagem e recuperar o mérito passado.
A viticultura desenvolve-se sobretudo na Sicília Ocidental, nomeadamente na província de Trapani, onde se cultiva 45% da superfície vitícola.
As castas brancas mais características são o catarrato, inzolia, grecanico, damaschino e grillo. Relativamente às tintas temos o Nero d’Avola, nerello mascalese, pignatello e o frappato.
Na região o viho é sobretudo branco, (cerca de 75% da produção total); para o tinto, resultados encorajantes têm-se feito sentir na zona de Vittoria e do Etna. Mas Isola é muito conhecida pelos seu vinhos doces, ou de sobremesa; para além do Marsala, há ainda a referir o moscato di Pantellaria e o malvasia delle Lipari.



Castas
Tintas: calabrese, frappato, nerello cappucio, nerello mascalese, perricone, sangiovese
Brancas: Ansonica, carricante, catarrato bianco comune, damaschino, grillo, malvasia delle Lipari, trebbiano toscano, zibibbo.



DOC
Marsala, Bianco di Alcamo, Contessa Entellina, malvasia delle Lipari, faro, etna, moscato di Siracusa, moscato di noto, eloro, cerasuolo di vittoria, moscato di pantelleria.



20 - Sardenha
A Sardenha sofreu as influências dos Fenícios, cartagineses, Romanos e Espanhóis.
Dominam os "vinos da tavola", frescos e delicados como o Vermentino di Gallura e da Sardegna
Interessante também é a produção de vinhos de sobremesa.



Castas
Tintas: Bovole, cannonau, Carignan, Giro, mónica e sangiovese
Brancas: Chardonnay, malvasia di sardegna, moscato bianco, asco, nuragus, torbato, trebbiano toscano, vermentino



DOC
Cannonau di Sardegna, Moscato di Sardegna, Vermentino di Sardegna, Malvasia di Cagliari, Vernaccia di Oristano, etc.

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