História
Do ponto de vista vitícola, Marsala é a comuna líder da província de Trapani, onde a vinha representa a maior extensão de cultivo na Itália.
As origens do crescimento da vinha e do fabrico de vinho na área de Marsala remontam ao período Fenício (século 8 a 6 AC). No período da supremacia grega, Marsala foi elevada a uma posição de grande importância e no século 3 AC o seu porto era o mais importante mercado de vinho da bacia mediterrânica.
O Marsala é o mais prestigioso de todos os vinhos fortificados de Itália. É obtido com base no sector oeste da ilha da Sicília, terroir de escolha para a viticultura.
Ao longo da sua história, muitas lendas ilustraram esta jóia enológica.
Perpetum
É o antigo nome do vinho de Marsala. Quase como que por magia, o vinho de Marsala conservou intactos, até aos nossos dias, os traços característicos que o tornaram célebre pelo mundo; os aromas, o calor dos perfumes, as milhares de sensações duma terra benzida pelos Deuses.
Sobre o plano internacional, a história do Marsala começou em 1773 quando o mercador Inglês de seu nome John Woodhouse a caminho de Marsala, procurou proteger-se neste porto duma violeta tempestade. Após provar o vinho de Marsala ele ficou de tal forma impressionado que o seu apurado sentido de negócios o incitou a expedir sem demora um lote de 52 pipas para Liverpool. Para prevenir qualquer alteração do precioso líquido durante a viagem, ele juntou um pouco de álcool as barricas.
Chegado ao seu destino, o êxito foi imediato, e o entusiasmo foi tal que Woodhouse de volta à Sicília fundou a sua própria empresa de produção de Marsala.
Em pouco tempo, o vinho de Marsala transformou-se de simples vinho consumido a Sicília num vinho internacionalmente reputado ganhando lugar nas caves do palácio de Buckingam e a bordo dos navios da marinha real.
O sucesso da actividade comercial de Woodhouse foi grandioso e abriu a porta a outros comerciantes britânicos.
Entre eles, Benjamim Ingham, que exportou o vinho através do mundo.
Mais tarde Vincenzo Florio, conhecido como o "pai do negócio do Marsala", fundou o seu estabelecimento, que ocupava um km ao longo do mar.
Foi o primeiro italiano que compreendeu a tal acção industrial de peso.
Em 1984, o Marsala obteve a apelação DOC. O nome de Marsala só pode aplicar-se a vinhos finos, superiores e vergine do tipo clássico, engarrafado na zona de origem, o que garante um alto nível de qualidade ao consumidor.
Legislação
Ano de decreto – 1969
Superfície – 14 00 hectares
DOC Lei nº 851 de 02/04/84
Redimento base – ouro /Ambré -75 hl/ha
- Rubis – 67,5 hl/há
Tipos de Vinho de Marsala
Branco
Tinto
Seco
Amabile
Zona de produção
Conjunto da província de Trapani, com excepção da região de Alcamo, das ilhas de Pantelleria, Favignana, Levanzo e Marettimo.
Castas Brancas
Grillo
catarrato
Inzolia
Damaschino
Tintas
Pignatello
calabrese
Nerello Mascalese
Nero d’Avola
Os vinhos de Marsala são classificados em categorias segundo:
A cor
a. Dourado e ambré: produzido a partir das castas brancas, aromático do amis seco ao mais doce
b. Rubis, produzido a partir de castas tintas às quais se podem juntar até 30% de castas brancas, alguns com nuances acastanhadas do envelhecimento, aromáticos e do mais seco ao mais doce.
O teor em açúcar
Sec – menos de 40gr/l
Demi-sec – entre 41 e 99 gr/l
Doce - + de 100 gr /l
Em todo o caso, o vinho utilizado para produzir o Marsala deve ter um teor em álcool mínimo de 12 % vol.
Aditivos permitidos
- Mosto bouilli, chamado "calamich"
- Sifone, mosto que não pode ser fermentado, adicionado de álcool
- Álcool vínico, afim de atingir a percentagem de álcool pretendida
- Levure, ou adição de vinhos para desencadear o processo de "marsalização"
A adição de calamich, de álcool vínico e de vinhos de preenchimento chama-se CONCIA
As etiquetas fornecem informações sobre o método de produção e comercialização, por exemplo:
L.P. London Particular (Marsala Superiore)
S.O.M. Superior Old Marsala (Marsala Superiore)
G.D. Garibaldi Dolce ( Marsala Superiore)
O.P. Old Particular
I.P. Itália Particular (Marsala Fino)
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